A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/04/2020

No Brasil, durante o êxodo rural, os trabalhadores rurais migraram em direção aos centros urbanos em busca de emprego nas indústrias, ocasionando uma concentração populacional nas cidades. Nesse contexto, na contemporaneidade, há um problema na mobilidade urbana, diante do baixo investimento nas estruturas dos transportes público e das vias, e, com o descaso da Gestão Pública, o problema tende à agravar-se.

Em primeira análise, com o aumento populacional e a crescente compra de automóveis particulares, aumentou-se o número de carros no trânsito e ocupou-se mais espaço nas vias. Ademais, de acordo com o IBGE, o congestionamento nas regiões metropolitanas atrasa o tempo de viagem dos cidadãos, visto o acúmulo de carros e motos que prejudica a locomobilidade. Portanto, torna-se  evidente que o  ineficaz planejamento do Estado para solucionar a problemática da mobilidade urbana.

Em segunda análise, embora o governo tenha criado medidas para aumentar a velocidade do transporte público, como as faixas exclusivas de ônibus, esse projeto não reduz o tráfego de veículos particulares. Posto que os coletivos não são a alternativa mais optada, deve-se tomar medidas para reduzir a lotação e para melhorar a estrutura desses. Visto que, os transportes públicos suportam maior quantidade de pessoas do que os privados e se forem utilizados podem reduzir o problema com os congestionamentos.

Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Infraestrutura intensifique seus investimentos nas empresas de transporte urbano para melhorar a estrutura dos coletivos e para aumentar sua acessibilidade. Ademais, que esse ministério realize campanhas, por meio da mídia, incentivando e informando sobre outras alternativas ao uso de automóveis, como bicicletas disponíveis em estações, com a finalidade de reduzir os congestionamentos e garantir o direito de ir e vir de todos os cidadãos.