A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/04/2020
No período da Revolução Industrial, houve um intenso deslocamento da população rural para o epicentro das cidades, superlotando-as - como é o caso de Londres, Berlim e Tóquio -. Paralelamente a isso, na contemporaneidade brasileira, lamentavelmente, há uma crescente crise na mobilidade entre as zonas urbanas da cidade, devido, sobretudo, à precariedade do transporte público, assim como falta de infraestrutura para o transporte alternativo. Com isso, para melhor entendimento acerca dos problemas da mobilidade urbana na sociedade brasileira, cabe a análise do governo de Juscelino Kubitschek, assim como da intensa migração populacional para os centros urbanos.
É primordial ressaltar que, trânsitos caóticos, superlotação de transporte públicos e infraestrutura precária para os transportes alternativos - como bicicletas, patins e patinetes- são um problema urgente na sociedade brasileira. Segundo geógrafos, a problemática da mobilidade urbana no Brasil começou no governo de Juscelino Kubitschek, quando ele decidiu priorizar o transporte automobilístico, afim de atrair investimentos externos para o Brasil, investindo maciçamente em estradas e submetendo o transporte ferroviário à obsolência. Diante disso, é importante o investimento público em ferrovias e em planejamento urbano, de modo à reduzir o grande contingente de automóveis nos centros da cidade e garantir uma melhor qualidade da mobilidade urbana.
Em segundo plano, pode-se dizer que, não foi somente o governo de Juscelino Kubitschek o responsável pela crisa da mobilidade urbana no Brasil, fatores como a migração para os centros urbanos, sobrecarregaram as cidades com o aumento de seu contingente populacional. Segundo o pensador Maxwell Salgado, “Enquanto as alternativas de mobilidade urbana estiverem beneficiando carros, o trânsito não irá melhorar”, estando isso, muito relacionado as migrações que, por motivos de trabalho e estudo, aumentam diariamente o contingente de automóveis nas cidades. Com isso, é urgente a flexibilização das jornadas de estudo e trabalho dos brasileiros, de modo a evitar os horários de rush, os quais problemas como o trânsito e a superlotação dos transportes públicos se agravam.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a problemática da mobilidade urbana no Brasil. Para a conscientização da população brasileira acerca do problema, urge que o Ministério da Infraestrutura - responsável pelos problemas nos transportes e na mobilidade urbana -, invista, por meio de verbas governamentais, na melhoria dos transportes públicos - a exemplo dos trens, metros e ônibus -, assim como na infraestrutura necessária para dinamização dos transportes alternativos - como ciclovias seguras -, afim de solucionar essa crise na mobilidade urbana e garantir uma melhoria na qualidade de vida da população.