A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/04/2020
Transportes: O Descaso Nacional
O método Fordista, da Segunda Revolução Industrial, foi um processo baseado na produção em larga escola de carros da marca Ford. Apesar desse tipo indústria ter entrado em crise e sido substituído por outras, é possível encontrar semelhanças pela enorme quantidade de veículos em uso no Brasil, que acaba contribuindo para um colapso urbano.
Em primeiro lugar, é crucial salientar a dependência do uso de automóveis particulares por parte da sociedade. O Brasil é um país com dimensões continentais, entretanto, não possui um malha de transportes que aproveite esse espaço, como é o caso do Ferroviário, que diminuiria problemas como engarrafamento, além de ser um dos meios mais pontuais. No período do governo de Getúlio Vargas, foi implantado o plano de expansão rodoviária, que investiu em estradas que cortam todo país. Desde então, pouco foi investido em outros modais, fazendo com que o brasileiro prefira se locomover em carros, já que o os transportes públicos em uma grande parte do país são precários, com problemas de lotação e atraso.
Na discussão sobre formas de reduzir a crise urbana, é fundamental abordar a importância no investimento em outros meios de transporte no Brasil. Países do Leste Europeu, apesar de serem menores em extensão territorial, além de conseguirem implantar ferrovias, são exemplo também em outros modos de mobilidade urbana, como o uso de ciclovias. Além de baratas, as bicicletas são sustentáveis e o investimento culminaria na diminuição dos gases nocivos, liberados pela queima dos combustíveis.
Fica evidente, portanto, que no Brasil existe um problema de mobilidade que é motivado pela precariedade de oferta de outros meios de locomoção. Cabe ao Governo Federal, junto dos Estados e Munícipios, criar um plano de investimento monetário em metrôs, ferrovias terrestres, e ciclovias, com o intuito de diminuir o uso dos modal rodoviários, visando a melhoria do acesso aos transportes públicos, para que a população possa, enfim, usufruir o seu direito de ir e vir com dignidade.