A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 04/05/2020

Segundo os dados do IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- o Brasil é considerado o 5º país com maior extensão territorial do mundo e consequentemente, com uma alta taxa de crescimento populacional. Em decorrência do êxodo rural e com a super lotação das cidades, a mobilidade urbana vem sendo um dos grandes problemas expressados pelas capitais brasileiras no cenário atual do país, resultando em um alto índice de engarrafamentos, acidentes e poluição ao meio ambiente.

Primeiramente, é possível analisar uma política de carrocracia - relação entre carros e pedestres -  inserida fortemente na sociedade. O uso de meios de transportes públicos, bicicletas e outros modais vem sendo colocados em segundo plano no conceito de locomoção, já que boa parte da população opta pela compra de transportes individuais com o intuito para um rápido deslocamento -em acréscimos a segurança e baixo custo que apresentam- o que produz uma gigantesca proporção de veículos nas rodovias metropolitanas, gerando assim, consequências negativas tanto pra o indivíduo quanto pra o ambiente.

A junção de estresses, atrasos, picos de ansiedades e até mesmo raiva formam um pacote completo nos engarrafamentos e em acidentes de trânsito. Geralmente, esses incidentes acontecem justamente por este motivo, o que leva alguns motoristas a querem quebrar as regras de trânsito, como: ultrapassa os sinais vermelhos ou dirigir alcoolizados, e de acordo com os dados do G1, a cada 1 hora 5 pessoas morrem em acidentes de trânsito no país. Em concordância, o meio ambiente também mostra ser um parte prejudicada, já que a poluição sonora e a do ar é as mais cometidas pelos meios de transportes, já que emitem um grande massa de gases poluentes ocasionando, a inibição do ambiente como também da população -altos índices de doenças respiratórias-.

Levando em conta o que observado, é importante salientar a necessidade de intervenção do Estado em condições de melhoria do transporte público, de vias ciclísticas e também da boa manutenção para a faixa de pedestres. Com o melhoramento desses meios, e de acordo com um custo correto e de baixo valor, a população ficará cada vez mais incentivada e adaptada com o uso, gerando uma diminuição não somente da rotação de veículos nas estradas como, também a progressos contra a poluição ao ambiente.