A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 25/04/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a crescente mobilidade urbana apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto das poucas opções no transporte publico, quanto do excesso de carros nas avenidas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a mobilidade urbana deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, trazendo então as avenidas super lotadas, aumento de índices de acidentes, tendo como consequência mutilações graves ou mortes, e também a poluição do meio ambiente, dificultando as vidas da população brasileira. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o excesso de carros nas avenidas como promotor do problema. De acordo com dados publicados no anuário 2017 da Confederação Nacional dos Transportes, a frota de automóveis no Brasil é de 51,2 milhões, o equivalente a um carro para cada quatro brasileiros. Partindo desse pressuposto, vê-se que a quantidade de veículos rodando nas avenidas do país estão cada vez mais precárias. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o excesso de veículos contribui para a perpetuação desse quadro deletério. Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.
Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal, será revertido em investir na melhoria de transportes públicos e também baixar os valores das passagens, como dos ônibus e metrôs das cidades do país. Além disso, disponibilizar e ampliar ciclovias para ciclistas se deslocar com mais liberdade e sem trânsitos, com o intuito das pessoas utilizar mais os transportes públicos e bicicletas, deixando de lado os veículos que prejudicam a mobilidade urbana do país. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do (Problema), e a coletividade alcançará a Utopia de More.