A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 28/04/2020
A mobilidade urbana é um assunto muito discutido no cotidiano dos brasileiros. Com a globalização e o crescimento do capital que circula a economia do país, a flexibilização de juros e parcelas vêm fomentando ainda mais a busca da população para a aquisição de automóveis. Esse crescente aumento, traz consequências para a qualidade das vias urbanas e principalmente efeitos negativos ao meio ambiente. Portanto, é imprescindível a necessidade da população buscar um meio de locomoção alternativo para diminuir a poluição e a lotação das vias.
Segundo a Constituição Federal de 1988, é direito do cidadão a liberdade de ir e vir. Quando os automóveis surgiram, serviram para facilitar a locomoção, mas com sua popularização e a formação das grandes cidades, começaram a aparecer alguns obstáculos no processo de mobilidade.
Hodiernamente, mesmo com a facilidade dos meios de comunicação, poucas pessoas tem consciência dos prejuízos advindos da combustão dos combustíveis, como o aquecimento global. Conforme as maiores emissoras brasileiras de televisão, menos da metade da população utiliza ciclovias e/ou meios de transporte coletivo.
No Brasil a infraestrutura das rodovias estão em sua maioria, em estado crítico. Há falta de segurança nos transportes públicos, nas vias de transporte alternativo, falta de sinalização, baixa fiscalização e fissuras nas vias urbanas. Assim, a locomoção em veículo próprio torna mais seguro e confortável na visão da população, gerando o aumento do trânsito e queima de combustíveis fósseis.
Dado o exposto, é fundamental que a população tenha interesse em buscar se locomover com transportes alternativos e com qualidade. E ainda, cabe ao Estado realizar o aprimoramento das ruas, rodovias e dos transportes coletivos, além de adquirir mais veículos de transporte público, para atender a demanda da população que poderá optar por este tipo de transporte.