A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/04/2020

No século XX, o acesso à automóveis era reduzido à uma pequena parte da população brasileira. No decorrer dos anos, com o surgimento de inúmeras empresas atuantes no ramo automobilístico, os preços se tornaram acessíveis e houve a generalidade quanto ao uso de veículos próprios. Todavia, esta pluralidade sobrecarrega rodovias, o que causa dificuldade na movimentação de pessoas. Desse modo, tal situação merece um olhar mais crítico de enfrentamento.

De início, deve-se notar que esse panorama se agrava ainda mais em alguns períodos do dia, devido o chamado movimento pendular. Nestes momentos, o tráfego de veículos é intenso, em São Paulo por exemplo, o uso do carro já atingiu o limite e consequentemente há congestionamento. Tal problema, origina-se da mal administração das vias públicas brasileiras, uma vez que o DETRAN possui tecnologia suficiente para localizar e compreender os problemas, mas não os soluciona.

Há também, a necessidade de ressaltar a saturação da oferta de transporte público em função da demanda. Hoje, milhões de cidadãos se deslocam de suas casas a fim de chegar ao seus empregos. Segundo eles mesmos, afirma pesquisa realizada pela Globo, hodiernamente têm que se submeter aos transportes coletivos de baixa qualidade durante horas para manter o trabalho e o sustento de suas famílias.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Primeiramente, o ministério da infraestrutura deve investir em rodovias com intuito de dissipar o tráfego de veículos para otimizar o tempo de viajem. Concomitantemente, faz-se essencial destinar mais recursos financeiros aos meios de transporte sociais para promover a qualidade deles mesmos. Em seguida, é preciso melhorar o sistema de administração do DETRAN designando indivíduos a sua direção através de um sistema meritocrata, com o objetivo de garantir que todas as melhorias cheguem ao povo.