A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 04/05/2020

Para Aristóteles, o principal papel da política é promover unidade entre os membros de uma mesma sociedade. Nesse sentido, ao observar a problemática que envolve a crescente crise na mobilidade urbana no Brasil, verifica-se a necessidade de adotar medidas interventivas que possam reverter números como o aumento de congestionamento nas metrópoles. tal fato permite afirmar que a resolução dos entraves referente à falta de investimentos em ciclovias e ciclofaixas e a má qualidade do transporte público possibilitará a formação de uma sociedade mais democrática.

Ao examinar os entraves que permeiam a problemática em questão, analisa-se que as poucas ciclovias desenvolvidas nas cidades não oferecem o suporte adequado para a população. Isso se explica no fato de, segundo o Ciclocidade, o números de ciclistas aumentarem no decorrer dos anos, de maneira que dificulta o acesso seguro do uso das ciclovias uma vez que a mesma está cheia. Salienta-se que, esse aumento é bastante favorável para a preservação do meio ambiente em virtude de contribuir na conjuntura política-ambiental e possibilita a integração da prática de exercícios físicos para a comunidade.

Consequentemente, os resultados são a superlotação e má qualidade dos transportes coletivos. Isso se explica no fato de mais de 120 milhões de brasileiros usarem correntemente transporte públicos como, por exemplo, o ônibus circular. O uso habitual desse meio tem gerado desconforto e insatisfação para os usuários, visto que a quantidade de ônibus disponíveis não condiz com o quantitativo de pessoas a utilizar o próprio. Vale ressaltar que em muitos casos as condições desse automóvel se encontra em estado precário, feito poucas manutenções, o que facilita a ocorrência de acidentes no trânsito.

Portanto é essencial buscar soluções para combater a ausência de investimentos em ciclofaixas e ciclovias e a má qualidade dos transportes públicos, já que como diria Sartre: “o homem tem de se inventar todos os dias”. Inicialmente cabe as prefeituras desenvolver e investir na construção e manutenção das ciclovias, de forma que incentive a comunidade a utilizar as mesmas, a fim de diminuir o engarrafamento e poluição do ar. De modo complementar, cabe as empresas de viação fornecer mais transportes e fazer regularmente a manutenção dos ônibus, posto que estimulará o uso do transporte coletivo seguro e garanta o bem-estar do passageiro, como consequência a diminuição da insatisfação, acidentes e os congestionamentos. Espera-se que, com acões desse tipo, esse entrave seja atenuado.