A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 14/05/2020
A Revolução Tecno-Científica aumentou o fluxo de informações, pessoas e produtos no mundo com a diminuição de empecilhos para o deslocamento. Não obstante, em metrópoles brasileiras, percebe-se que em se tratando da locomoção urbana, houve o processo inverso, o deslocamento está cada vez mais difícil. Esse panorama ocorre devido à má qualidade das vias públicas e ao grande número de carros nessas. Logo, faz-se imperioso que o aparato estatal tome medidas que visem a reverter tal quadro.
Em primeira análise, é evidente que para que haja uma mobilidade urbana de qualidade, precisa-se de vias adequadas. Dário I, imperador persa, já tinha isso em mente e, na Idade Antiga, construiu uma complexa rede de estradas, garantindo um alto fluxo de informações e soldados por todas as áreas que seu Império tinha poder. Nessa perspectiva, há de se notar que é inadmissível, em pleno século XXI, metrópoles brasileiras ainda carecerem de ruas e rodovias apropriadas para o deslocamento de suas respectivas populações.
Outrossim, observa-se que o vultoso número de veículos nas ruas é outro fator que tende a impossibilitar uma locomoção de qualidade. Michel Foucault - filósofo e sociólogo francês - ao dissertar sobre as relações de poder, afirmou que a sociedade contemporânea é a do controle, tendendo sempre ao consumismo. Em virtude disso, mesmo, muitas vezes, não havendo a necessidade de se ter um carro - pois se pode ir ao mesmo lugar por metro, bicicleta ou ônibus - as pessoas tendem a consumir o máximo possível. Assim, um processo de conscientização pública se torna imprescindível para aumentar o fluxo de pessoas e produtos nas cidades.
Destarte, é de possível apreensão que a locomoção urbana no Brasil se encontra em crise necessitando de medidas que a revertam. Para isso, faz-se mister que o Aparato Estatal, por meio do Poder Legislativo, aumente a verba disponível para infraestrutura de modo a permitir um maior investimento do Executivo em vias públicas, com o fito de as tornar adequadas e melhorar a mobilidade nas cidades. Ademais, é função do Estado dar ciência à população em relação ao consumismo visando a diminuir o número de automóveis nas ruas. Tais fatores somados, deixarão o País mais próximo do pregado pela Revolução Tecno-Cientifica, tendo menos empecilhos no deslocamento e, consequentemente, acabando com a crise de movimentação urbana.