A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 11/05/2020

É notório que há no Brasil contemporâneo uma crescente crise na mobilidade urbana. Isso se deve, sobretudo, a péssima estrutura de meios de transportes alternativos e o favorecimento de carros em detrimento dos pedestres e ciclistas. Logo são necessárias ações governamentais e sociais visando o enfrentamento dessa situação.

Mormente, é fulcral analisar que a má qualidade e insuficiência dos transportes públicos no Brasil implica por conseguinte no aumento no número de carros e motos. Além disso, a falta de mobilidade urbana é a herança histórica do governo de Juscelino Kubitschek que gerou acumulo de dinheiro para o transporte rodoviário em detrimento de outros meio locomotivos.

Sob outro ângulo, há na sociedade a carro-cracia, favorecimento de carros ao invés de outros meios, uma vez que pouco se é investido em pedágios urbanos e aumento de impostos sobre os carros e taxas para a sua circulação. A exemplo,de essas mudanças são eficazes , temos a  sociedade de Bogotá que em apenas três anos, Peñalosa liderou essa transformação que ainda faz com que a capital colombiana seja reconhecida globalmente pela inovação em mobilidade urbana.

Fazem-se necessárias, portanto, medidas sinérgicas entre o Poder Público e a sociedade. O Governo Federal, órgão responsável pela educação da população, deve melhorar as características dos transportes públicos em massa com mais ônibus, metrôs e terminais e melhorar a qualidade deles. Além disso, deve taxar a circulação de carros e aumentar os impostos sobre eles, a fim de mudar à ideia de locomoção apenas em carros e que vai favorecer a maior locomoção de maneira rápida e eficiente.