A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 04/06/2020
O problema do planejamento urbano brasileiro teve início com a ocupação acelerada e desordenada das cidades, o que gerou uma série de problemas como a especulação mobiliária, lotação dos transportes públicos, congestionamentos dos modais de transportes, sistema de carrocracia, que atingem diretamente a qualidade da mobilidade urbana do país. A elaboração do plano urbano inadequado e a péssima qualidade de transportes públicos agravam a problemática.
A má gestão pública contribui para a crise da mobilidade urbana com a falta de estrutura das vias de circulação das cidades. O deslocamento de pessoas e cargas por elas se torna um transtorno devido ao déficit de opções para locomoção nas ruas e calçadas dificultando a locomoção dos pedestres e ciclistas por exemplo. O trânsito do país nos grandes centros se torna caótico devido a falta de espaço para os diferentes modais de transporte sendo os carros os mais utilizados para a locomoção. Desse modo, a carrocracia se torna evidente quando o comércio facilita a compra desses automóveis aumentando ainda o quantitativo de veículos nas ruas, ocasionando mais congestionamentos.
Ademais, o transporte público precário contribui para a população buscar os modos particulares de transportes ocasionando um inchaço desnecessário na mobilidade urbana do país. O preço da passagem dos ônibus se torna abusivo pela falta qualidade do serviço oferecido, a exemplo da lotação nos horários de pico, falta de higiene nos interiores dos veículos, e falta de segurança para locomoção dos passageiros são as principais problemáticas desse modal de deslocamento nas cidades. Logo, a busca por automóveis particulares se torna uma prioridade da população devido a falta de condições necessárias para um deslocamento urbano apropriado.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar a problemática da crise de mobilidade urbana no Brasil. É necessário que a Secretaria de Desenvolvimento das Cidades de cada estado melhore as opções de locomoção das vias, como o aumento do tamanho das calçadas e maior iluminação nelas, e a construção de ciclovias mais seguras. Além do mais, se faz necessário que a prefeitura em parcerias com as empresas privadas disponibilizem meios de transportes para aluguéis como bicicletas e patinetes , para que assim ajudem a diminuir o fluxo de carros nas ruas. O Estado também deve ser mais criterioso com as licitações das empresas responsáveis pelas frotas de ônibus a fim de melhorar a qualidade dos transportes para atender de forma melhor a população. Sendo assim, a médio e longo prazo a mobilidade urbana brasileira se tornará mais segura e menos caótica.