A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/10/2020
A Constituição Cidadã - norma de maior hierarquia do sistema jurídico-, assegura a todos os indivíduos o direito de ir e vir. Contudo, na prática, tal garantia é deturpada, visto que muitos brasileiros tem sua locomobilidade prejudicada por transportes públicos precários e o intenso fluxo de automóveis nos grandes centros urbanos. Nesse viés, é substancial a participação da sociedade associada à atuação dos órgãos governamentais para que melhorias, nesse sentido, sejam consolidados.
Nessa perspectiva, o modelo rodoviarista desenvolvido durante a República Velha por Washington Luís, o qual acreditava que “governar é abrir estradas”, resulta em uma valorização do automóvel em detrimento de um planejamento urbano que prestigiasse os metrôs ou as bicicletas. A título de ilustração desses desdobramentos os quais comprometem o bem-estar de muitos brasileiros, destacam-se o grande fluxo de transporte individual e a escassez de inclusão social nas metrópoles. Logo, faz-se mister a ação do Governo para atenuar essa adversidade.
Outrossim, segundo Aristóteles, “o homem é um animal social e político”, assim, tornar a mobilidade urbana eficiente exige uma mudança de mentalidade e paradigmas, como desenvolver cidades mais acessíveis. Entretanto, o incentivo ao uso de veículo público e bicicleta é insatisfatório, uma vez que a precariedade de insumos dirigidos a infraestrutura desses aparatos esta presente no cotidiano nacional. Desse modo, essa esfera determina uma ação da sociedade para que pressionem o Estado e, consequentemente, tornem-se animais sociais e políticos.
Portanto, são prementes mais medidas de intervenção para minimizar esse impasse. Para isso, cabe ao Governo ampliar as alternativas ao modelo rodoviarista, por meio de uma redefinição de prioridades orçamentárias que viabilize a qualidade do transporte público e mais ciclofaixas e, assim, promover o bem-estar e a cidadania legislativa dos brasileiros.