A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 11/05/2020
Convivemos diariamente com as consequências da precária mobilidade urbana do Brasil. A infraestrutura das cidades e as condições dos meios de transporte são determinantes para tal. Como isso pode ser resolvido?
A priori, deve-se considerar que o contexto histórico do surgimento de cidades no Brasil, desde a colonização, dista muito de um planejamento complexo e estruturado. Com o fluxo de pessoas aumentando exponencialmente, principalmente na segunda metade do século XX, os centros urbanos incharam e se espalharam de forma desordenada.
Outrossim, destaca-se as más condições dos transportes e vias públicas como impulsionadores do problema. Uma possível saída para a redução de engarrafamentos nas grandes ruas e avenidas é a substituição de um veículo privado por alternativas coletivas, ou até mesmo bicicletas. Segundo o IBOPE, na pesquisa realizada em 2014, 83% dos entrevistados declararam que optariam por transporte coletivo apenas se este atendesse suas expectativas.
Para a resolução desse problema entram em ação as Secretarias dos Transportes de cada estado, que devem aumentar a qualidade da frota de ônibus e metrôs através de investimentos financeiros, para descongestionar as vias brasileiras, sendo uma medida de incentivo a migração do individual para o coletivo.
Já quanto a infraestrutura a situação pode ser resolvida de outra forma. Uma possível medida paliativa é adotar o rotativo de circulação dos automóveis de acordo com as placas. Enquanto a longo prazo, pensando em cidades médias e pequenas em expansão, as Secretarias de Desenvolvimento Urbano devem trabalhar nos projetos da malha urbana de acordo com cada localidade, para construir de maneira eficiente autovias além de ciclovias e faixas preferenciais e assim garantir maior fluidez no deslocamento da população.