A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/06/2020
No inicio do século XX,com o advento do surto industrial brasileiro,houve um intensa migração de pessoas do campo para as grandes cidades,em um processo denominado de êxodo rural,essa crescente concentração populacional culminou no surgimento de problemas graves,como o déficit na mobilidade urbana.Nesse contexto,a situação em questão promove diversos efeitos deletérios,entre estes,a poluição atmosférica e a perda de produtividade,em face do engarrafamento das vias públicas.Tais fatores se devem,sobretudo,a baixa difusão de modais alternativos e a um transporte coletivo precário.Logo,é necessário ações governamentais para a solução desse impasse.
De fato,é inegável que a pouca adesão de modais alternativos provoca uma aumento da poluição urbana.Isso é mostrado em uma pesquisa feita pela Universidade São Paulo,no qual é comparado a capital paulista à cidade de Amsterdã,relatando-se a correlação entre o uso de bicicletas e patinetes elétricos e a diminuição dos índices de poluição atmosférica,sonora e visual.Ademais,o estudo em foco aponta o Brasil como o terceiro pior país da América Latina em relação a uso desses modais.Essa conjuntura,deve-se,mormente,à baixa divulgação e o alto preço dessa alternativa apresentada,o que impede a massificação dos produtos referidos,tornando-os acessíveis somente as classes mais afortunadas.
Outrossim,é notório que a falta de planejamento dos centros urbanos,mais especificamente,o ineficiente e precário transporte público promove uma crise de mobilidade explicitada nos frequentes engarrafamentos.Esse problema foi estudado profundamente pela Escola de Chicago,que apontou os pontos negativos que surgem dessa problemática,como a queda de produtividade que as cidades sofrem em decorrência das horas perdidas pelos indivíduos no trânsito.Além disso,essa corrente mostra que o simples aumento do efetivo e melhoria da qualidade de ônibus,metrôs e trens culmina na diminuição de 30% dos engarrafamentos.Estudos como esses denotam a negligência por parte do governo que investe pouco na pasta da mobilidade urbana,promovendo o sucateamento dessas estruturas e prejudicando os cidadãos que pagam seus impostos e necessitam desses serviços.
Destarte,a fim de resolver a problemática analisada,cabe ao Ministério da Infraestrutura,promover investimentos na rede de transporte público,por meio do aporte da verba proveniente da sessão onerosa,modernizando e aumentando o efetivo de maquinário,reformulando esse sistema.Acrescentado a isso,a Secretaria de Comunicação,com fito de diminuir a poluição urbana,deve popularizar os modais discorridos,por intermédio campanhas publicitárias em massa que divulgue seus incomensuráveis beneficios