A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/05/2020
No Brasil, os grandes polos financeiros e populacionais se encontram em cidades seculares e, por conseguinte tais municípios não foram planejados, submetendo-se a graves problemas que devem ser sanados, por meio de mudanças estruturais, públicas e sociais, a fim de garantir o contínuo desenvolvimentos dessas áreas e a qualidade de vida de sua população.
Em se tratando de planejamento urbano existe como principal fundamento a mobilidade urbana. As cidades devem ser construídas visando sua capacidade de expansão e contingente populacional de forma que não haja apenas abrigo para todos, bem como espaço para uma locomoção fluida. O não cumprimento dessas demandas culmina em problemas de mobilidade urbana e consequentemente: ambientais, devido a poluição; sociais, doenças como estresse e ansiedade; e econômicos, desvalorização do espaço e gastos excessivos em gestão pública.
A mobilidade urbana está comprometida em várias cidades, isso em consequência da afluência populacional comparada ao pequeno porte desses distritos. Além da falta de estrutura das vias, o contingente público é um dos principais fatores que prejudicam a mobilidade; a falta de qualidade do transporte público somada a cultura de massa de possuir o próprio veículo coage o indivíduo a adotar o transporte particular, e se tratando de milhões de pessoas sob esse mesmo cenário, o congestionamento das vias é inevitável.
A título de exemplificação, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador juntas, abrigam aproximadamente dez por cento da população brasileira segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística datados de 2018. Em paralelo a área conjunta dessas cidades posta a do Brasil corresponde a apenas 0,04%, o que ilustra a enorme ocupação desses territórios.
Como consequência do constante desenvolvimento do país, especialmente desses grandes centros urbanos, a crise da mobilidade urbana tende a se agravar, desfavorecendo a população residente, a economia local e o meio ambiente. Sendo assim uma solução se faz necessária.
Para tanto, cabe a União, lançar campanhas nacionais de expansão municipal; por meio do planejamento e execução de reforma e construção de novas vias, bem como ampliação fronteiriça onde possível. Com o financiamento por meio da arrecadação dos estados e ajuda de custeamento dos bancos públicos, a fim de adequar a capacidade populacional das metrópoles brasileiras. Ademais cabe a cada município melhorar a qualidade do sistema público de transporte em acordo com empresas privadas, e incentivar por intermédio midiático a adoção do transporte público, para conscientizar e mudar os hábitos da população. E assim, melhorar a qualidade de vida para todos.
É evidente que muitas cidades brasileiras não foram planejadas, levando em conta o momento histórico em que surgiram, grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro que datam a época da monarquia por exemplo;