A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 26/07/2021
Embora a Constituição Federal de 1988 estabeleça normas para uma mobilidade urbana favorável, nota-se que, na contemporaneidade os impasses são frequentes, posto que, as relações sociais e laborais exigem, cada vez mais, pontualidade, em contraste, as medidas de tráfegos de veículos estão cada vez menos apropriadas ao ritmo frenético do processo de urbanização. Em suma, tal fator consequencial, resulta da inconstitucionalidade e da ausência de reivindicação social, a qual deveria ser propagada através de meios de comunicação.
Em primeiro lugar, vale abordar, que a Revolução Industrial- movimento iniciado no século XVIII na Inglaterra, o qual promoveu a mecanização do trabalho, a partir da tecnologia- revolucionou as relações de trabalho e exigem o cumprimento de horários e agilidade dos trabalhadores. No entanto, em território brasileiro, a urbanização se deu de forma acelerada e sem o devido planejamento, provocando a crise na mobilidade urbana, onde, cada vez mais, os transportes públicos são ineficientes e insuficientes em relação ao aumento demográfico, bem como, ao grande número de veículos particulares em vias congestionadas. Assim, as problematicas são ocasionadas sem a devida ação, por parte do Governo Federal, para prevenir e solucionar tais imbróglios, atitude essa, inconstitucional de acordo com o último ato legislativo elaborado em 1988.
Em adição, é imprescindível ressaltar que os veículos de informação moldam o cotidiano da sociedade. Em relação ao exposto, segundo Martin Luther King, ativista social estadunidense, ‘’ Quem aceita o mal sem protestar coopera com ele’’, a perspectiva do ativista assemelha-se ao descaso da imprensa, que poderia contribuir para o caso repercutindo as falhas da mobilidade que afetam o cotidiano do brasileiro, a exemplo: transportes públicos sucateados, poucas ou nenhuma faixas de ciclismo, congestionamento intenso em horários de pico, entre outros problemas. Logo, a omissão midiática é uma das promotoras da questão.
Em síntese, diante dos argumentos supracitados, é imprescindível a busca por meios para a resolução do impasses. Cabendo assim, aos veículos midiáticos- TV, redes sociais, rádio, etc.- propagarem os principais problemas de mobilidades nas vias urbanas, como: congestionamentos, asfaltos desgastados, qualidade duvidosa dos transportes públicos; além de relatos da população provocando a repercussão da situação fazendo com que outras pessoas apoiem a causa, principalmente, nas redes sociais, aonde possui o maior alcance. Por fim, com o intuito de promover a uma região urbana, maior fluidez facilitando todas as atividades a serem desenvolvidas, proporcionando um local agradável e que atenda às exigências da sociedade pertencente.