A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 23/09/2020
O fordismo, sistema de produção criado pelo norte-americano Henry Ford, foi um marco na produção automobilística, pois, promoveu a produção em massa de automóveis a custos reduzidos. Apesar da prática promover maior acessibilidade aos bens de consumo, a adesão aos carros como principal meio de transporte culminou em problemas relacionados à locomoção no trânsito. Faz-se necessário, portanto, analisar como os transportes individuais e como a má qualidade no transporte público podem estar associados à crescente crise na mobilidade urbana no Brasil.
Nesse contexto, a preferência por veículos particulares em detrimento do transporte coletivo é fator determinante para a persistência da problemática. Isso ocorre porque os carros, por comportarem menos passageiros, acabam por estar em maior número nas ruas, sendo os principais causadores dos congestionamentos, além de serem grandes emissores de gases poluentes. Prova disso, é São Paulo, uma das maiores metrópoles do país, segundo a revista Times, apresentar todos os dias um dos piores congestionamentos do mundo, ao mesmo passo que pesquisas apontadas pelo Departamento Nacional de Trânsito mostram que a cidade possui mais de 8 milhões de automóveis. Logo, torna-se clara a importância de medidas públicas que diminuam a quantidade de veículos individuais no trânsito.
Outrossim, a questão da crise da mobilidade urbana também está relacionada a insatisfação popular quanto a qualidade dos meios de transporte ofertados pelo governo. Acerca disso, é pertinente citar as manifestações de 2013 que levaram mais de 1,2 milhão de pessoas às ruas do país para reivindicar, dentre outras coisas, o aumento no preço da tarifa dos ônibus. Sob esse prisma, verifica-se a incompetência por parte do Estado em oferecer um meio de transporte eficiente que atenda a demanda de toda a população, uma vez que, a quantidade na oferta de veículos é incompatível com o número de habitantes. Desse modo, evidencia-se a urgência na melhora nos meios de locomoção público de forma a atender com eficiente toda a população.
Diante dos fatos observados, destarte, infere-se que a crise na mobilidade no centros urbanos no Brasil se deve, principalmente, a priorização dos veículos particulares em detrimento dos públicos. Para tanto, cabe ao Superministério do Desenvolvimento Nacional a implementação de modais ecologicamente sustentáveis que comportem o maior número de pessoas possível por meio da expansão da malha metroviária, utilizando recursos renováveis como fonte de energia. Tais ações objetivam promover o deslocamento ágil e confortável dos cidadãos nas cidades brasileiras. Feito isso, o deslocamento de pessoas poderá ser facilitado e será possível o desenvolvimento das atividades sociais e econômicas no perímetro urbano.