A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 13/05/2020
Na Bandeira Nacional são impostas as palavras: “Ordem e Progresso”, dando a entender que o Brasil deve sempre almejar o avanço social. Entretanto, tendo em vista a crescente crise na mobilidade urbana brasileira, devido à negligência governamental e aos efeitos de uma sociedade capitalista, é visível que aquilo que é proposto na bandeira está sendo descumprido. Destarte, convém que sejam analisados os pilares que sustentam essa problemática a fim de que seja possível combatê-la.
Vale ressaltar, a princípio, que a falta de interesse de governantes é um fator para a crise na mobilidade urbana. A exemplo disso, pode-se destacar a falta de incentivos ao uso de bicicletas ou transportes públicos, como a criação de benefícios para quem usa tais meios de mobilidade ou a melhora na segurança de ônibus, trens ou metrôs. Algo que é preocupante, já que, por conta disso, muitas pessoas optam por sair em veículos privados, seja por medo de ser assaltado ou pelo receio de se atrasar para o trabalho, assim, aumentando o trânsito nas estradas e, por consequência, a emissão de dióxido de carbono, um dos gases que causam o aquecimento global.
Destaca-se, também, os efeitos do capitalismo como agravantes para o problema. Em meados dos séculos XVII e XVIII, período no qual o mundo passou pela Primeira Revolução Industrial, a busca por produtos privados aumentaram muito, dessa forma, surgindo um consumismo desenfreado. Já na contemporaneidade, infelizmente, esse costume ruim ainda existe, pois é repassado por meio da cultura a ideia de que possuir um carro é uma total necessidade que não pode ser substituída por transportes públicos, como o uso de ônibus para se deslocar até o lugar desejado ou usar uma bicicleta, já que ela é algo que qualquer um pode acessar. Ficando nítido, assim, a necessidade de “status” que foi criada que aumenta consideravelmente o número de veículos nas ruas, algo que dificulta a mobilidade urbana.
Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Cabe ao Governo Federal, como um incentivo para o uso de transportes públicos, a atitude de melhorar a qualidade de ônibus e outros meios de locomoção pública, por meio de uma maior segurança para seus usuários, que será feito pela vigilância constante de policiais e um investimento para diminuir os atrasos dos ônibus, através de mais faixas exclusivas para ônibus, haja vista que essas medidas aumentarão o uso de coletivos. Somado a isso, o Ministério da Educação deve levar palestras para ambientes escolares ou virtuais, as quais serão feitas por profissionais na área e tentarão romper com esse paradigma de que o uso de carros privados é algo necessário para a vida, medida a qual estimulará o uso de bicicletas e de ônibus, metrôs ou trens.