A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/05/2020

A crise da mobilidade urbana não pode ser vista, hordienamente, no Brasil, como um mero problema social, mas,sim, como uma questão de políticas públicas específicas que apresenta razões inaceitáveis e já ultrapassa décadas. Nesse viés, a dificuldade de deslocamento, os congestionamentos e o precário transporte público geram consequências negativas, como a emissão de gases tóxicos e os constantes atrasos. Portanto, tal problemática pode ser considerado como uma significativa problemática, à qual a sociedade assiste inerte.

Com efeito, a fílosofa Hannah Arent, defende o conceito de “Banalidade do Mal”, o qual demonstra que a negligência de qualquer problema, como a persistente crise da mobilidade urbana, pode desencadear o caos. Em face disso, percebe-se a ineficiência da gestão pública na resolução das dificuldades do trânsito. Nesse contexto, a herança histórica rodoviaria do Brasil, elaborada por Juscelino Kubitschek, influencia negativamente na mobilidade urbana, uma vez que o estímulo automobilístico  desencadeou a excessiva compras de veículos particulares e gerou a superlotação nas rodovias, como também o aumento da emissão de gases tóxicos. Desse modo, é incoerente que o Brasil busque ser uma nação desenvolvida e seja indiferente ao caos urbano gerada pela ineficácia de políticas públicas.

À vista disso, infere-se que tal problemática gera repulsa a toda a sociedade, pois, além de suscitar mazelas, como o estresse urbano e a ascesão das desigualdades socias, já que as classes menos favorecidas moram distante do trabalho e dependem do precário transporte público, essa prática incita à congestionamentos intensos e a necessidade de transportes alternativos, a exemplo da bicicleta. Nesse contexto, vê-se que essa ação já se tornou bastante comum em meio à nação, caracterizando-se como  marca de um corpo social pós moderno. Outrossim, tal cenário é demonstrado no documentário, disponível no youtube, “Perrengue, o desafio da mobilidade no Brasil”, o qual evidencia o cotidiano do trânsito em São Paulo e critica os impasses do deslocamentos e as dificuldades diárias do trabalhador para chegar no serviço. Logo, nota-se a criação de um contexto caótico, cuja necessidade de intervenção se faz imediata.

É necessário, portanto, que os atores sociais trabalhem juntos frente à problemática. Para tanto, o Governo, órgao com maior autoridade para tal ensejo, por meio do Ministério da Infraestrutura juntamente com o Departamento Nacional de trânsito, devem investir no transporte público, a  exemplo de ampliar as linhas de ônibus e metros, como tambèm incentivar o uso de transportes alternativos, a exemplo de construções de ciclovias. Por fim, objetiva-se a minimizaçao de problemas no trânsito.