A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 15/05/2020
O conceito de entropia, da Física, mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das Ciências da Natureza, no que concerne a mobilidade urbana, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos apresente na questão. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave obstáculo, em virtude da má infraestrutura e das cidades superpopulosas.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a falta de infraestrutura. De acordo com dados do Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura é baixo e configura-se como o menor em 10 anos. No entanto, sem infraestrutura não há como atuar na questão da mobilidade urbana que encontra-se de forma precária. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores atua como empecilho na intervenção do problema, dificultando sua resolução.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão das cidades superlotadas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população brasileira já passa dos 200 milhões de habitantes, e muitas cidades menores tiveram aumento muito acima da média na última década. Nessa perspectiva, percebe-se uma lacuna no que se refere a novas alternativas em meios de transporte, tornando sua erradicação complicada.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário.Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da infraestrutura em parceria com as prefeituras, passem a focalizar investimento em infraestrutura para questões urgentes, como a mobilidade urbana. Tais investimentos podem ser aplicados em transportes alternativos, como metrô e bicicletas. Havendo uma melhora da infraestrutura do espaço público, consequentemente, uma melhora da qualidade de vida dos cidadãos, que passarão a realizar as atividades cotidianas com melhor qualidade.