A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/05/2020

Mobilidade: um direito de todos

Como citado por Rousseau, em O contrato social: “O direito que cada indivíduo tem sobre seu próprio bem é sempre subordinado ao direito que a comunidade tem sobre nós.” No entanto, a crescente crise na mobilidade brasileira, impede que grande parte da população desfrute do seu direito de ir e vir. Neste panorama, tal problema deve ser solucionado de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada. Assim, não há dúvidas de que a crise de mobilidade é um desafio no Brasil; o que ocorre, devido não só a falta de consciência coletiva, mas também a falta de políticas públicas.                              A garantia de direitos é o principal fator no desenvolvimento de um país, juntamente com a consciência coletiva e políticas públicas competentes, que tornam a sociedade mais eficiente. De acordo com o economista, Jim O’Neill em um de seus estudos, destacou o Brasil como um dos países emergentes, com potencial em termos de crescimento econômico, contudo, torna-se racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de deslocamento satisfatório, o que não ocorre e o resultado é visto na crise de mobilidade atual. Por conseguinte, o aumento no uso de automóveis afeta a qualidade de vida nas metrópoles.                                                                                                                                 De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimativas anuais demonstraram indicadores ruins, no que diz respeito as altas taxas de mortalidade, motorização ou ainda as emissões de poluentes por habitante. Segundo as estimativas, em 2017, morreram 6.452 pessoas nas 9 regiões metropolitanas monitoradas. Em concordância com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é necessário, ainda, destacar a deficiência em políticas públicas, como catalisador desse problema, mediante aos preços exorbitantes das tarifas do transporte público e a precariedade dos serviços prestados, mobilizam a sociedade nas grandes metrópoles brasileiras.                                                                                                                      Portanto, o Brasil poderia superar a crise de mobilidade urbana, por meio do Governo Federal, através de políticas no código de trânsito, como aumentar rodízios, melhorar a sinalização e infraestrutura dos transportes públicos, para estimular o transporte coletivo, além de reduzir as tarifas para que passe a ser considerado uma alternativa confortável, conveniente e econômica de se locomover. A partir dessas ações espera-se uma promoção na consciência coletiva que vise a construção de uma sociedade mais sustentável.