A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 18/05/2020
Na obra musical “Construção”, de Chico Buarque, observa-se a problemática da mobilidade urbana brasileira, exemplificando complicações, como engarrafamentos e acidentes, causadas pela grave crise desse setor. Sob esse viés, percebem-se fatores responsáveis pela crescente instabilidade dessa fluência, como a falta de planejamento citadino e a precariedade na manutenção de ferramentas de auxílio à mobilidade das cidades. Urgem, pois, medidas cabíveis tanto do Governo Federal quanto dos governantes municipais, com o escopo de solucionar esse preocupante desequilíbrio urbano no Brasil.
Nesse contexto, menciona-se a influência da escassez organizacional urbana, uma vez que, com a rápida urbanização do País, o planejamento das cidades não foi aplicado de forma eficiente, o que gerou inchaço nas metrópoles e dificuldade de locomoção para os habitantes. Nessa perspectiva, cita-se a herança rodoviarista, a qual é responsável pelo direcionamento de investimentos para o transporte rodoviário em detrimento das outras modais, como as ferrovias, o que resultou o aumento da presença de veículos pesados nas cidades desde o governo de Juscelino Kubistchek, precursor desse modelo. Dessa maneira, notam-se consequências deletérias, como a sobrecarga de veículos nas vias e a redução da fluidez no trânsito, promovidas pela ausência de um planejamento urbano efetivo.
Ademais, verifica-se a debilidade da assistência nas ferramentas de amparo à mobilidade citadina, como o incetivo ao uso de bicicletas, visto que, apesar de investimentos nesses setores, muitos governantes não realizam a manutenção desses recursos de locomoção. Nesse aspecto, observa-se que, de acordo com o G1, 40% das ciclovias e ciclofaixas de São Paulo possuem sérios problemas de suporte, como pintura e sinalização. Desse modo, constata-se que, com esses impasses, a maioria da população opta por utilizar transportes individuais, como carros, o que gera a intensificação dessa crise com o acúmulo de veículos nas vias brasileiras.
Portanto, objetivando sanar esse crescente conflito da mobilidade urbana, cabe ao Governo Federal investir em outras modais de trânsito, como a ferrovia e a hidrovia, por intermédio da construção dessas vias em grandes centros urbanos, como São Paulo, com o fito de promover uma redução na sobrecarga de veículos pesados e aumentar a fluidez no tráfego. Outrossim, é dever dos governantes municipais direcionar capitais para a manutenção das ferramentas de auxílio à mobilidade citadina, por meio do melhoramento das ciclovias e ciclofaixas, como a pintura e a sinalização, com o intuito de incentivar o uso de outros transportes e minimizar a presença de veículos individuais no trânsito. Destarte, a crescente crise de mobilidade urbana será mitigada e, os problemas evidenciados na música do compositor Chico Buarque serão amenizados no cenário brasileiro.