A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 18/05/2020

Com o advento do êxodo rural - migração em massa da população do campo para as cidades em um curto espaço de tempo - ocorrido entre as décadas de 1960 e 1980, proporcionou um inchaço populacional. De tal maneira que as infraestruturas urbanas não estavam desenvolvidas para atingir toda sociedade. Em consequência, ocorre até nos dias de hoje a precária mobilidade urbano no Brasil. Sendo assim, é notável a inobservância governamental, bem como o avanço da tecnologia principalmente na Revolução Técnico-Científico.

Em primeiro plano, vale ressaltar a afirmação do físico alemão Albert Einstein “Tornou-se chocantemente óbvio que a nossa tecnologia excedeu a nossa humanidade”. Ou seja, a modernidade possibilitou a uma grande parcela da sociedade a condição de adquirir um veículo. No entanto, as metrópoles não estão preparadas para o crescimento em larga escala do tráfego dos automóveis.

Além disso, é possível afirmar que todos os indivíduos têm o direito ao transporte público perante a Constituição de 1988. Entretanto, quando essa condição essencial não é realizada, acarreta a necessidade do uso do transporte privado. Logo, a crescente crise na mobilidade urbana brasileira vai apenas crescer. Soma-se a isso, não apenas uma falta de investimento governamental nas estruturas das avenidas, mas também no controle do fluxo de veículos.

Portanto, visando atenuar o problema abordado, torna-se importante que o Ministério da Infraestrutura realize investimentos para aprimorar o transporte público, metros e ônibus. Isto é, essa ação deve ser realizada por meio de uma melhor organização e uma redução do valor das passagens, com o intuito de incentivar toda a sociedade a usar os meios públicos. Ou seja, ocorrerá a diminuição da circulação dos carros próprios. Logo, a mobilidade urbana tornará adequada e desenvolvida, cumprindo com um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).