A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/05/2020

No século XX, o governo de Juscelino Kubitschek foi marcado pelos altos investimentos em estradas e rodovias no Brasil.Assim, embora a sociedade fosse beneficiada com tais apoio, atualmente, o crescimento descomunal

entre veículos e estradas, em razão da falta de ciclovias seguras  e da ineficiência estatal, tornou-se um problema vigente no país. Dessa forma, analisar o cenário atual é de suma importância para mitigar tal situação.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a escassez de ciclovias é um problema para o avanço do trânsito. Por ser um meio de transporte saudável e, na maioria da vezes, mais rápido, uma boa parcela da população tem utilizado a bicicleta. Contudo, as ciclofaixas ainda são insuficientes nos grandes centros do país, além de apresentarem problemas de segurança, como é o caso da queda da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro. Assim, o desinteresse governamental ameaça a quantidade do trânsito nas cidades.

Em segundo plano, a falta de políticas públicas mais eficazes para suavizar os problemas na mobilidade urbana fere a Constituição Federal que há 31 anos prometia uma nação com viés de bem-estar social. Desse modo, o Estado não criou mecanismos eficientes para conter tal desgosto nacional, expondo os cidadãos a um transporte público ineficiente e a má qualidade de ônibus é constantemente vista na precariedade, sem condições de uso ou com necessidade de reparos, além dos preços abusivos das  passagens.Dessa forma, o Brasil fica distante desse modelo constitucional.

Portanto, a precária mobilidade urbana e as falhas nas ações de Estado que a maximiza devem ser combatidas. Cabe ao Ministério da Infraestrutura, o investimento na construção de ciclovias nos grandes centros do Brasil, onde os congestionamentos são mais intensos.Bem como, cabe ao Ministério das Cidades e Estados, por meio de resolução que gera qualidade imediata, melhorar as malhas viárias urbanas e tornar o transporte público mais moderno e eficiente, a fim de minimizar esse problema citadino com mais qualidade de vida para a população.