A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 19/05/2020

Com o surgimento da Revolução Industrial, o governo de Juscelino Kubitschek incentivou a entrada de empresas internacionais para o ramo automobilístico do Brasil. No entanto, essa busca pelo crescimento industrial do país fez com que gerasse uma crescente crise da mobilidade urbana, devido à redução de impostos a veículos particulares e pela falta de investimentos em transportes públicos.

Ao passo que milhares de carros começaram a serem montados na década de 50, o governo passou a cobrar menos impostos na compra destes, uma vez que garantiria o desenvolvimento do país. Por outro lado, esse incentivo propiciou um aumento no tráfego de carros nas principais cidades do país, gerando entraves para uma apta locomoção.

De acordo com o IBOPE, de 36% subiu para 54%, em cinco anos, o índice de lotação dos ônibus. Ademais, muitas pessoas que necessitam do transporte público para se locomover, levam horas para chegar ao seu destino. Todavia, outros indivíduos, insatisfeitos com as condições destes transportes, decidem investir na compra de um carro, contribuindo para a paralisação do trânsito.

Segundo Oscar Wilde, escritor inglês, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou nação” presumindo que as pessoas não devem aceitar as superlotações dos ônibus visto que contribuem para a economia do país. Porquanto, é possível utilizar as redes sociais para manifestações até que haja melhorias.

Portanto, a crescente crise da mobilidade urbana vem ocorrendo em diversas partes do Brasil e do mundo. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Detran, criar leis que imponham um limite para a compra de carros, além de investir na produção de ônibus mais espaçosos afim de garantir uma circulação eficaz de veículos e assim, promover o bem-estar da população.