A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/05/2020

Desde a chegada da segunda revolução industrial, a frota de automóveis mundial cresce em progressão quase geométrica. Principalmente nas grandes metrópoles brasileiras, onde não se tem infraestrutura urbana rodoviária para comportar  tal número de veículos, os problemas derivados da mobilidade urbana são iminentes. Tal impasse está diretamente ligado ao baixo número e qualidade de transportes alternativos, além da insuficiência funcional das ruas e avenidas das grandes cidades.

Primeiramente, ao tomar-se o exemplo de Pequim - cidade em que a maior parte da população usa bicicletas para se locomover no meio urbano - percebe-se que comparado ao Brasil, a China dá um enorme suporte aos ciclistas (ciclovias que cercam as cidades, assim como estacionamento para bicicletas).  Além de que, os transportes públicos brasileiros são de péssima qualidade, já que existem em um meio sem concorrência privada, violando os princípios liberais do filósofo Adam Smith.

Paralelamente, as rodovias brasileiras são horrivelmente projetadas. O crescimento da grande partes das capitais é desenfreado, e acaba por não deixar espaço para a construção de estradas. Problema esse, que tende à piorar durante o tempo, com o crescimento da população de tais cidades.

Nas grandes metrópoles brasileiras, a falta de mobilidade urbana é facilmente perceptível para qualquer cidadão que enfrente o transito nos horários de pico. Para se trazer uma solução a tal problema, é de competência estatal tornar acessíveis os serviços privados no trasporte urbano por meio de incentivos fiscais, fazendo com que se exista um ambiente com grande oferta de serviços desse segmento, obrigando os empresários a trazer melhores preços e serviços aos consumidores, diversificando os meios de transporte e aumentando a mobilidade urbana brasileira.