A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 20/05/2020
É evidente a necessidade de um eficiente conjunto de condições no deslocamento urbano, como ressaltado na reportagem feita pelo jornal “O Globo”, o qual destaca o ex-prefeito de Bogotá, Henrique Peñalosa como responsável de grandes mudanças nesse âmbito. Destarte, tal notícia retrata os desafios da mobilidade urbana no Brasil, como a superlotação de transportes públicos e o congestionamento. Assim, a falta de planejamento urbano e o uso excessivo de carros são precursores dessa problema.
Primeiramente, é de suma importância identificar a negligência governamental nas questões urbanas, como visto na República Velha. Nesse período histórico, a cidade do Rio de Janeiro apresentava diversos problemas estruturais e de saneamento básico. Assim, essa problemática ainda ocorre, o qual apesar da necessidade de intervenções estatais, como dito pelo filósofo Thomas Hobbes, o Governo não aprimora a mobilidade nas cidades. Com isso, gera-se a superlotação de transportes públicos, necessitando de intervenções, como as feitas pelo Henrique Penãlosa.
Consequentemente, tais problemas nesse âmbito permitem o maior uso de carros, agravando esse dilema. Tal fato ocorre devido á atual sociedade, a qual tem agido de maneira egoísta, sem um planejamento futuro, como dito por Zygmunt Bauman. Dessa forma, esse modo de vida provoca a maior compra desses automóveis sem analisar os efeitos. Diante disso, são inúmeras as consequências, como o aumento do congestionamento e poluição, dificultando a locomoção e o bem-estar dos cidadãos.
Portanto, é necessário melhorar o planejamento urbano e diminuir o uso de transportes privados. Para tal, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve, por intermédio do redirecionamento de capital, investir na ampliação de linhas de ônibus e metrôs. Ademais, esse órgão público deve, por meio de um projeto de lei enviado à câmara dos deputados- responsáveis pela aprovação dessas-, criar um regulamento que aumente as taxas de estacionamento. Dessarte, o Brasil poderá minimizar os desafios nesse âmbito, como ocorreu em Bogotá.