A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 30/05/2020

A música “trem das onze”, de Adoniram Barbosa, retrata como, já na sociedade de sua época, a mobilidade urbana era caótica, quando não pode ficar mais nem um minuto com seu amor. Desde então situações como esta estão constantemente mais comuns, uma vez que o rápido e conturbado processo de urbanização brasileira, culminou na falta de planejamento urbano, o qual em consonância ao falho sistema de transporte público acabaram por continuar e agravar a crescente crise da mobilidade urbana.

Em primeira análise, o defeituoso sistema de transporte público, pela falta de investimento, resultou na superlotação dos coletivos, como mostra pesquisa na cidade de Piracicaba feita pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 2018, 77% dos entrevistados apontaram a superlotação como o maior problema do sistema, de forma a levar, quem tem condições, ao uso de veículos particulares. Em conformidade, segundo o canal difusor de notícias “G1”, em 2014, 4 habitantes brasileiros correspondem a 1 carro em números absolutos, evidenciando a necessidade da expansão da frota do transporte público, de forma a atender a demanda e abrir caminho para que o transporte coletivo seja mais utilizado.

Em segunda análise, o displicente planejamento urbano, o qual, historicamente, favorece a utilização dos carros individuais, culmina no agravamento tanto do tráfego de veículos, uma vez que, além de sua grande frota não há uma boa administração de seu fluxo. O que acaba canalizado o tráfego para as grandes avenidas como nas marginais em São Paulo. Quanto, também, para os demais modais como os pedestre e ciclistas que ficam acuados pela falta de infraestrutura oferecida, a qual limita seu direito de ir e vir. Tal planejamento, que já era falho em meados do sec. XX, deveria ter sido mais bem planejado deis desta época quando a urbanização brasileira começou. favorecendo a atual mobilidade nas grandes metrópoles.

Portanto, cabe ao Ministério Público, juntamente as metrópoles, ou seja municípios com mais de um milhão de habitantes, fazer parcerias, pondo em pratica um melhor planejamento público, de modo que, nestes grandes centros, as calçadas sejam alargar e melhor iluminadas, além da implementação de mais ciclovias, assim, remediando o erro histórico. Em acréscimo, esta parceria também vai investir para o aumento da frota de transportes públicos de qualidade, implementando medidas que incentivem o uso deles. como a redução de vagas de estacionamento e o aumento das taxas de zona azul, visando a cercear a crescente crise da mobilidade urbana que assola os grandes centros brasileiros.