A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/05/2020

A mobilidade urbana refere-se ao deslocamento da população em uma área e o direito de ir e vir, que foi acordado pela Constituição Federal de 1988. Contudo, nos últimos anos ocorre uma crescente crise na mobilidade urbana brasileira. As metrópoles encontram dificuldade para mitigar o grande fluxo de veículos particulares, que geram a maior parte dos congestionamentos durante todo o dia.

Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba são as que mais sofrem com a crise da mobilidade urbana. Nelas, todos os dias milhões de pessoas fazem o uso de transporte público, outras milhões utilizam o metrô e as outras transporte individual. Umas das causas dessa crise é o crescimento absurdo do uso de transporte individual, porém esse aumento se deve à má qualidade de ônibus e metrôs e também ao aumento da renda dos brasileiros nos últimos anos.

Além disso, os recorrentes congestionamentos representam impactos climáticos e poluidores. Uma prova disso é o fenômeno “ilha de calor”, onde a temperatura média das cidades são maiores que nas regiões rurais, causado pela emissão dos gases poluentes.

Uma solução para essa problemática seria o estímulo aos transportes públicos, juntamente com sua melhoria e o desenvolvimento de um trânsito focado nesses transportes. O uso de bicicletas também é uma proposta importante e eficaz, aumentando as ciclovias e ciclofaixas para maior comodidade da população. Concluímos com a ideia de adoção dos chamados “rodízios”, que tem como função estabelecer proibições à circulação em alguns horários e lugares.

De toda forma é imprescindível a ampliação dos debates sobre esse tema, regulamentação de ações públicas e comprometimento do Estado, enfatizando sempre a melhoria da qualidade e eficiência dos deslocamentos.