A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 22/05/2020
A Constituição Federal de 1988 prevê no Artigo 23 que é competência da União estabelecer e implementar políticas para o trânsito. Todavia, percebe-se que a mobilidade urbana foi deixada à margem de melhorias. Nesse sentindo, observa-se no Brasil uma crescente crise no fluxo de automóveis causada pelo aumento no número de carros aliado à falta de planejamento das cidades.
Em primeiro plano, destaca-se a grande quantidade de carros particulares circulando nas cidades. Essa situação encontra-se associada à ideia que possuir veículo particular é sinônimo de status e melhores condições de vida, visto que desde o governo de Juscelino Kubitschek, intitulado de “anos dourados”, houve uma grande produção da indústria automobilística, que, fomentou tal conceito. Logo, a população atualmente abre mão dos meios de transporte coletivos.
Além disso, há uma falta de planejamento das cidades brasileiras. Denominada de urbanização rápida, na geografia, os países subdesenvolvidos a partir da Segunda Guerra Mundial, sofreram com uma urbanização muito acelerada, marcada pelo intenso êxodo rural, crescimento demográfico e, consequentemente, inchaço urbano. De modo que, a maioria das cidades se formaram de maneira abrupta sem o planejamento adequado de ruas e avenidas para facilitar o trânsito futuro.
A mobilidade urbana, portanto, precisa de urgente de melhorias no país. Para tal, é necessário que o Estado, como principal responsável pelo trânsito, atue subsidiando as passagens de transporte coletivos para incentivar a população a utilizá-los. Ademais, o Ministério da Infraestrutura pode desenvolver melhorias nas ruas e avenidas brasileiras, como o seu alargamento, a fim de facilitar a circulação de veículos. Assim, os cidadãos poderão ter acesso à uma locomoção de qualidade nos núcleos urbanos.