A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 29/05/2020
Hodiernamente, no Brasil, a crescente crise na mobilidade urbana é uma problemática de ordem pública. Diante dessa perspectiva, analisa-se o território nacional como majoritariamente tomado pelo fluxo automobilístico, em especial nos grandes polos citadinos. Nesse sentido, tal aspecto promove questões como a deficiência de qualidade dos meios de transporte social e a dificuldade de deslocamento das pessoas no cotidiano. Destarte, medidas cabíveis devem ser tomadas para a resolução dessas adversidades.
Nesse contexto,nota-se a desqualificação dos meios de transportes públicos como um fator estimulante ao setor automobilístico. Isso se deve, sobretudo, porque o indivíduo não se sente seguro e confortável ao utilizar esse meio de locomoção, o que promove a necessidade de obter um recurso automotivo. Nesse âmbito, tal aspecto pode ser explicado pelos dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), o qual mostra que o País, em 2012, terminou com mais de 50,2 milhões de carros e 19,9 milhões de motos. Diante disso, tais dados reafirmam a condição de marginalização dos transportes públicos no Brasil, já que a preferência da população pela obtenção de um automóvel particular é um reflexo da falha do Sistema de Transporte Comum no atendimento aos cidadãos. Portanto, faz-se necessária a ação governamental no apoio ao refinamento dos meios de locomoção social.
Ademais, observa-se que a grande quantidade de veículos no meio circundante é um fator que corrobora na dificuldade de locomoção das pessoas. Nesse prisma, considera-se a obra “A Autoestrada do Sul” do autor argentino Júlio Cortázar, a qual retrata um engarrafamento que dura anos, e critica a precariedade da Mobilidade Urbana, pois não são projetadas resoluções para os problemas de trânsito intenso. Em face disso, esse cenário caótico nada se difere da realidade brasileira, pois o grande contingente de automóveis no cotidiano é um fator que desacelera a movimentação do tecido social. Por conseguinte, faz-se necessária uma resolução imediata para solucionar aquela mazela.
A partir da análise dessas questões, é notório que a mobilidade urbana se trata de um fator essencial na construção da harmonia social. Portanto, governo e sociedade devem agir de forma conjunta para solucionar essa problemática que assola a Nação Brasileira.