A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 23/05/2020
No século 20, a campanha rodoviária tinha uma visão utópica em que integrar o país por rodovias era um marco histórico. Hoje, é nítido que essa atitude não considerou as consequências, pois, o avanço no uso de transportes e a precária mobilidade existente nas zonas urbanas do Brasil, transformou a maior conquista das últimas décadas, em um problema a ser solucionado.
Em uma primeira análise, vale ressaltar a crise espacial do sistema urbano existente. Não raramente, é visto nas mídias televisivas casos de engarrafamentos que duram horas. Isso de dá pela grande frota de carros populares, pois, a insegurança do transporte público gera a necessidade de um conforto maior proporcionado pelo veículo particular, o que gera um maior custo e degrada o meio ambiente, Desse modo, é clara a influência da falha das políticas públicas no que se refere a seguridade social que se dissolve sobre as camadas sociais e não atinge somente os motoristas.
Nesse contexto, é grande, também, o impacto para quem anda apé. Uma matéria feita pelo programa ‘’the noite’’ do SBT, mostrou que o maior número de carros nas ruas acarreta na perda do espaço dos pedestres e ciclistas. Atualmente, projetos de ciclovias e faixas exclusivas para pessoas vêm com a proposta dede mitigar essa problemática, mas, a falta de opção somada á imprudência no trânsito tem provocado acidentes, até mesmo, em vias restritas. Sendo assim, não basta criar uma alternativa, é preciso medidas que assegurem o bom funcionamento delas.
Por isso, é nítida a necessidade de mudanças que contornem os problemas da mobilidade urbana. O Governo Federal juntamente com as prefeituras devem, em uma ação conjunta, incentivar o uso do transporte público. Isso pode ser feito por meio de descontos nas passagens e investimentos quem visem a melhora nas condições dos veículos e melhor segurança, para assim, reduzir a sobrecarga de carros nas vias. Somente assim, diminuiria-se os impactos no sistema e inibiria o caos das cidades, sento isso a nossa nova conquista.