A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 25/05/2020

Com o aumento do uso de automóveis privados, percebe-se a existência de uma crescente crise na mobilidade urbana no contexto brasileiro, a qual causa violência no trânsito e aumenta a quantidade de gases causadores do efeito estufa na atmosfera. Como esse problema está presente em todo o Brasil, principalmente nas cidades mais populosas, é necessário que o Estado - que, de acordo com Thomas Hobbes, possui um “contrato” com o povo de modo que ele tem como obrigação cuidar dele - crie medidas para melhorar a situação.

Nesse contexto, com o sucateamento dos transportes públicos e os crimes que ocorrem neles, como assaltos e assédio sexual, há o aumento do uso dos carros e motos, ocasionando engarrafamentos e, consequentemente, aumentando a crise da mobilidade pública. Esses congestionamentos causam estresse nos motoristas, o que tem como consequência a violência no trânsito, como é explicado pelo psicólogo Altieri Ponciano em entrevista ao site de notícias “G1”, ao dizer que “Qualquer um de nós pode explodir dependendo de toda a carga emocional que estejamos carregando durante toda a nossa vida. Às vezes uma palavra, um gesto, um trancar de trânsito pode deflagrar essa raiva, essa agressividade, que pode facilmente ser manifestada(…)”. Essa violência causa danos tanto físicos como psicológicos, além de ocasionar, muitas vezes, mortes. Assim, percebe-se quão necessário é diminuir a crise da mobilidade urbana.

Ademais, os engarrafamentos fazem os automóveis, os quais são cada vez mais usados na atualidade, ficarem parados mas continuarem consumindo combustíveis fósseis, cuja combustão gera, principalmente, dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa, o qual aumenta a temperatura do planeta, causa incêndios florestais em locais secos e aumenta o nível dos mares. Logo, percebe-se como a problemática é danosa para o planeta como um todo.

Portanto, a fim de diminuir a crise da mobilidade urbana no Brasil, é necessário que o Estado invista mais capital nos transportes públicos para melhorá-los, tornando-os mais confortáveis, e instalando câmeras de segurança neles para torná-los mais seguros; desse modo, as pessoas iriam querer utilizar os transportes públicos. O Governo também deveria promover palestras (nas quais seriam vendidos livros sobre o assunto) sobre a mobilidade urbana nas capitais dos estados, as quais descreveriam quão preciso é usar menos automóveis para não piorar o efeito estufa, mostrando como o planeta vai ficar se a situação não mudar. Assim, a médio prazo, a mobilidade urbana vai melhorar.