A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 27/05/2020
Com a iniciação da Segunda Revolução Industrial , ocorrida entra o século XIX e XX, e ,consequentemente , com a ascensão da indústria automobilística ,ocorreu uma produção de veículos em alta escala , nessa conjuntura , marcando uma grande evolução tecnológica. Todavia , a população não se atentou aos impactos que esse cenário poderia causar no âmbito ambiental ,haja vista que , em virtude da má gestão pública no Brasil, a mobilidade urbana é afetada pela elevada taxa de circulação de automóveis, o que leva a graves problemas ambientais.
Em primeira análise , a Declaração de Direitos Humanos, promulgada pela Organização da Nações Unidas (ONU), garante , à sociedade , o direito ao transporte ,educação e bem estar social. Entretanto , sua aplicação é questionável ,visto que , devido à falta de investimento do Governo Federal , a qualidade dos transportes públicos ,no país, é comprometida, ocasionando na preferência em veículos particulares pela parcela da população mais favorecida. Dessa forma , aumentando o uso de transportes individuais , possibilitando ,assim , um elevado fluxo de automóveis nas cidades.
Consequentemente , a qualidade do ar atmosférico é afetada , pois com a alta taxa de emissão de gases poluentes , provenientes da intensa mobilidade urbana em veículos ,é provável que desenvolva-se um fenômeno denominado Ilha de Calor , a qual ocorre ,principalmente, em áreas urbanas por conseguinte do aumento da temperatura , o qual é causado pela alta movimentação de automóveis associada à grande quantidade de edifícios , o que impossibilita a circulação de vento nas metrópoles e contribui para a poluição atmosférica.
É necessário , portanto , que o Governo Federal , por meio da liberação de verbas , invista mais nos transportes públicos, para que proporcione, à sociedade , qualidade e conforto durante o uso deles , desse modo, estimulando a locomoção da população em veículos coletivos. Destarte, contribuindo, também, para a diminuição do fluxo de automóveis nas cidades e , nessa lógica, minimizando a degradação do ar atmosférico.