A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 28/05/2020

O Código de Hamurabi, criado por volta de 1772 a.C., se trata de um conjunto de 282 leis estabelecidas na antiga Babilônia. Sob tal ótica, nota-se que a ação de regular e medir consequências para determinado tipo de comportamento – a fim de evitar situações caóticas – está presente na sociedade desde a pré-história. No entanto, apesar disso, encontram-se falhas na contemporaneidade no que tange a efetivação de um plano de ação para controlar a crescente crise da mobilidade urbana no Brasil. Dentre essas, destaca-se o excesso de veículos nas ruas e a falta de conscientização das pessoas.

Em primeira análise, convém ressaltar que a quantidade exagerada de veículos tem sido um fator determinante para a crescente crise de mobilidade nos centros urbanos. Hodiernamente, pode-se visualizar, frequentemente, o trânsito causado pelas centenas de carros que ocupam as avenidas das grandes capitais; reduzindo a qualidade do trajeto e aumentando o tempo para chegar ao destino. Congruente ao pensamento do filósofo Fiódor Dostóievski, “a melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo”, cabe dizer que adquirir algum tipo de veículo em busca de facilidade locomotiva se tornou habitual. No entanto, na realidade são necessárias mudanças acerca dessa perspectiva.

Ademais, a falta de conhecimento da população, sobre os impactos que os meios de transporte individuais podem causar, contribui para a permanência dessa problemática. Atualmente, nos meios de divulgação midiáticos, empresas e instituições ofertam produtos ou serviços que atendem aos seus interesses pessoais. Contudo, pouco se encontra sobre os malefícios de obter um veículo nos dias atuais e, consequentemente, devido à falta de informação: grande parte da população continua mantendo a visão de que essa é a melhor opção para se locomover com tranquilidade.

Diante de tal contexto, faz-se mister salientar sobre a importância de buscar maneiras de amenizar o atual cenário de imobilidade urbana no Brasil. Desse modo, o governo deve conscientizar as pessoas, por meio da divulgação de cartilhas e propagandas, acerca dos problemas que são ocasionados pela busca coletiva desse padrão social; além de criar campanhas, contendo informações sobre os benefícios de trocar um veículo de transporte tradicional por uma bicicleta, com o intuito de influenciar as pessoas a conhecer e aderir novos meios de se locomover na cidade. Dessa forma, será possível garantir que a população tenha a informação necessária para contribuir com a mobilidade.