A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/06/2020
O documentário “perrengue” trouxe à tona os desafios vivenciados por paulistas no que se referem aos acúmulos de veículos nas grandes avenidas de São Paulo. No entanto, esse mesmo cenário não se distorce do atual cenário brasileiro ao analisar-se que a crescente crise de mobilidade urbana, no Brasil, é semelhante. Sob esse viés, convém analisar não só como a situação dos transportes públicos, mas também o aumento de automóveis próprios merecem olhares mais críticos.
Infere-se, primeiramente, que é imperioso destacar a falta de recursos nos meios de transportes públicos o principal responsável desse problema. Nesse contexto, é válido ressaltar o sociólogo, Thomas Hobbes, ao enunciar que o Estado é o assisado por garantir o bem-estar dos indivíduos seja nas ruas, seja em casa. Concomitante a isso, é inconcebível que por falta de locomoções eficientes e de qualidades, as pessoas submetam-se às condições deploráveis tais como ônibus superlotados e, por isso, adotam medidas como, por exemplo, compras de carros culminando disputas entre as pessoas por “status sociais”.
Sob outro prisma, é o aumento de carros e motos que, consequentemente, aumentam o tráfego de veículos nas principais ciclovias. Diante disso, é indubitável voltar os olhos para dados apresentados pelo site do G1 ao exibir que o número de carros não param de crescer no país. Com o aumento da frota, o Brasil já tem um automóvel para cada 4,4 milhões de habitantes. Dessa forma, é inadmissível que essas medidas sejam adotadas promovendo o acumulo de todos os tipos de bens de consumo duráveis dispostos nos hiper centros das grandes metrópoles provocando, inclusive, os fenômenos das ilhas de calor, congestionamentos e aumento do efeito estufa.
Depreende-se, portanto, que as crises de mobilidades urbanas necessitam de mais atenção e devem-se mitigá-las. Destarte, faz-se mister que, o Governo Federal em parceria pública, privada, estadual, municipal e, ainda, empresas de transportes coletivos atuem, por meio das mídias sociais no incentivo da população, para que esses optem por meios mais conscientes de movimentar, para isso devem ampliar os números de linhas de ônibus e metrôs. Além disso, os prefeitos e governadores das cidades devem investir na infraestrutura das cidades com criação de rotas alternativas restritas para que as pessoas ao invés de usarem automóveis, optem por bicicletas e patinetes. Essas obras, então, poderão ser realizadas com verbas dos royalties do petróleo e fiscalizadas pela Controladoria Geral da União(CGU) para verificar o destinos desses recursos. Dessa forma, os impasses da mobilidade urbana amenizará, os problemas ambientais escassos e a situação passada no documentário “perrengue” não será a mesma.