A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 07/06/2020

O documentário “perrengue” trouxe à tona os desafios vivenciados por paulistas no que se referem aos acúmulos de veículos nas grandes avenidas de São Paulo. No entanto, esse mesmo cenário não se distorce do atual cenário brasileiro ao analisar-se que a crescente crise de mobilidade urbana, no Brasil, é a mesma. Logo, convém analisar não só situação dos transportes públicos, mas também como o aumento de automóveis próprios merecem olhares mais críticos.

Infere-se, primeiramente, que é imperioso destacar a falta de recursos nos meios de transportes públicos o principal responsável desse anátema. Nesse contexto, é válido ressaltar o sociólogo, Thomas Hobbes, ao enunciar que o Estado é o assisado por garantir o bem-estar dos indivíduos seja nas ruas, seja em casa. Concomitante a isso, é inconcebível que por falta de locomoções eficientes e de qualidades as pessoas submetam-se às condições deploráveis tais como ônibus superlotados e, por isso, adotam medidas como, por exemplo, compras de carros culminando disputas entre as pessoas por “status sociais”.

Sob outro prisma, é o aumento de carros e motos que, consequentemente, aumentam o tráfego de veículos nas principais ciclovias. Diante disso, é indubitável voltar os olhos para a indústria automobilística que, no século XX, no governo de Juscelino Kubitschek, incentivou o uso e compras de automóveis entre os cidadãos que passou, então, ser vontade de todos. Dessa forma, é inadmissível que essas medidas sejam adotadas promovendo o acumulo de todos os tipos de bens de consumo duráveis dispostos nos hiper centros das grandes metrópoles provocando, inclusive,  fenômenos das ilhas de calor, congestionamentos e aumento do efeito estufa.

Depreende-se, portanto, que as crises de mobilidades urbanas necessitam de mais atenção e devem-se mitigá-las. Destarte, faz-se mister que, o Governo Federal em parceria público privada estadual, municipal e, ainda, empresas de transportes coletivos atuem, por meio das mídias sociais no incentivo da população, para que esses optem por meios mais conscientes de movimenta-se, para mais ampliem o números de linhas de ônibus e metrôs. Além disso, os prefeitos e governadores das cidades devem investir na infraestrutura das cidades com criação de rotas alternativas restritas para que as pessoas ao invés de usar automóveis optem por bicicletas e patinetes. Essas obras, então, vai ser realizadas com verbas dos royalties do petróleo e fiscalizadas pela Controladoria Geral da União(CGU) para verificar o destinos desses recursos. Dessa forma, os empasses da mobilidade urbana amenizará, os problemas ambientais escassos e a situação passada no documentário “perrengue” não será a mesma.