A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 29/05/2020

A mobilidade urbana tornou-se uma questão importante a partir da explosão demográfica, também conhecida como “Baby boom”,ocorrida entre as décadas de 1950 e 1960, tal fato culminou em cidades cada vez mais espacialmente desorganizadas, principalmente, por anteriormente não possuírem uma estrutura e planejamento suficiente.

Nesse contexto, cabe citar que a obtenção de uma mobilidade urbana de qualidade influencia em diversos aspectos da sociedade brasileira como: Melhor aproveitamento do tempo, diminuindo o gasto com deslocamentos cotidianos,diminuição nos índices de infecções respiratórias ,o que levaria à queda da sobrecarga do sistema de saúde, concluindo que essa questão, se respeitada, causaria uma melhora no serviço de transportes públicos, diminuindo os índices de veículos automotores individuais.

Porém, apesar de todas as qualidades oriundas do cenário citado, essa não é a realidade do Brasil, que vêm fazendo esforços contrários a tais ideias, prova disso, são as inúmeras duplicações ou até mesmo construções de novos viadutos e estradas, o que se configura como um incentivo ao uso de veículos individuais e a inércia da mobilidade urbana.

Em destarte,fica clara a necessidade de um reforço do estudo a cerca do assunto aqui abordado para a elaboração,por parte da Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos ,de táticas de aperfeiçoamento dessa mazela social. Uma possível saída seria um investimento pesado em melhorias no serviço de transportes públicos aliado a um incentivo, por meio de descontos em tarifas como água e luz por exemplo, aos cidadãos que derem preferência aos uso dos coletivos, para que o estado possa oferecer sempre as melhores condições para a sociedade brasileira.