A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 31/05/2020

Os adjetivos “desconfortável, lento e caótico” simbolizam a crescente crise da mobilidade urbana brasileira. Assim como as sereias, que são seres mitológicos, os quais encantam os pescadores e os levam à perdição. Assim também é o capitalismo, que atrai a sociedade com automóveis luxuosos e velozes, mas ao atrair a todos, as pessoas acabam desprezando o transporte público e optando por uma expectativa de velocidade e conforto, o que acaba gerando um grave transtorno nas ruas.

Em primeiro plano,graças à falta de conforto do transporte público, as pessoas escolhem outra forma de se moverem: os carros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (IBOPE), 83% das pessoas deixariam de utilizar automóveis se o deslocamento coletivo atendesse as expectativas. Essa informação comprovas as péssimas condições dos ônibus públicos, marcados por superlotação, falta de conforto e altos custos, justificando a escolha por veículos.

Além disso, o que não é oferecido pelo transporte público é ofertado pelos automóveis particulares. Diante disso, ao utilizar o pensamento de Steve Jobs, criador da empresa de eletrônicos Apple de que a tecnologia move o mundo, nota-se que a mesma está congestionando as metrópoles. Assim, é eminente que as pessoas ao recorrerem aos carros, buscando por conforto e mais velocidade, acabam gerando grandes quantidades dos mesmos nas ruas, e consequentemente, deixando o trânsito cada vez mais caótico.

Sendo assim, se fazem necessárias ações governamentais que interrompam o crescimento da crise de mobilidade urbana no Brasil. A princípio, o Ministério da Infraestrutura deveria realizar parcerias com empresas de ônibus, reformando os que já estão em uso, comprando mais e diminuindo os preços, para que dessa dessa maneira aumente o número de adeptos ao transporte coletivo. Ademais, os governadores deveriam adotar o rodízio de placas em todos os estados, determinando que apenas metade dos carros possam transitar em dias estipulados, para que assim aumente a fluidez no trânsito e force a mobilidade através dos ônibus e bicicletas. Se tudo isso for feito, então os adjetivos “desconfortável, lento e caótico” deixarão de simbolizar a crescente crise da mobilidade urbana no Brasil.