A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 20/06/2020

O surgimento da primeira cidade, UR, pelos mesopotâmicos, apresenta uma cidade bem planejada, onde tudo flui perfeitamente. Todavia, nota-se a realidade brasileira distante de UR, haja vista que a crise da mobilidade urbana é uma realidade no país. Assim sendo, esse cenário caótico é fruto do mal planejamento urbano citadino e da segregação socioespacial.

Decerto, é importante destacar que o péssimo planejamento urbano contribui para o caos da mobilidade citadina. Nessa perspectiva, as cidades brasileiras, em suma, não passaram por um projeto de delineamento e, dessa forma, apresentam péssimas infraestruturas, como ruas e avenidas incapazes de abarcar a frota de automóveis que as circulam, o que, consequentemente, dificulta o tráfego e a mobilidade pelas cidades. Nesse viés, essa realidade é retratada na obra O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, a qual apresenta o estado salubre do cortiço em que os personagem vivem, desprovido de planejamento adequado.

Outrossim, há a segregação socioespacial como fator colaborativo para a crise da mobilidade urbana. Nesse sentido, um fenômeno comum nas cidades brasileiras é a gentrificação, que consiste na expulsão da população mais pobre do centro para a periferia e, desse jeito, por manter a maior parte dos empregos no centro, obriga essa população segregada a se deslocar para as áreas centrais diariamente, contribuindo, assim, para engarrafamentos e uma locomoção precária. Sob  essa ótica é perceptível uma deturpação do estatuto da Cidade o qual o artigo 1 defende que a propriedade urbana deve atender o bem coletivo.

Diante disso, portanto, cabe ao Ministério da Economia, por meio de projetos urbanistas, investir na melhoria da infraestrutura urbana, com a construção de ruas e avenidas acessíveis, sobretudo na periferia com o intuito de melhorar a mobilidade citadina e ofertar  melhoria no bem estar da população. Para, dessa forma, aproximar a realidade brasileira da de UR.