A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 01/06/2020

Com o advento do fenômeno conhecido como ‘‘Revolução Industrial’’, a cidade tornou-se o eixo central da economia, consequentemente, houve maior fluxo de pessoas nesse espaço, carente de estruturas adequadas para o devido comporte. Nesse sentido, a mobilidade urbana continua em crescente crise no Brasil e perpetua-se por fatores como o sucateamento dos modais coletivos e formação de horários concentrados.

Dentro dessa perspectiva, a má qualidade do transporte público torna-se um desafio para  superar a questão. Dessa maneira, surge a necessidade de aquisição de meios de locomoção individual, que acabam por lotar a estrutura viária e ocasionar sérios congestionamentos, característicos do dos polos citadinos nacionais. Portanto, esse panorama encontra-se em par com o ideal sociológico da ‘‘Escola de Frankfurt’’, defensora  da tese de que os aparelhos governamental e comercial induzem no povo necessidades antes inexistentes, o que gera manipulação.

Além disso, também deve-se considerar a formação de tráfego concentrado em determinados momentos como aspecto agravante. Assim sendo, a rigidez nos horários e na jornada média de trabalho do empregado nacional põe em xeque a qualidade de vida destes, cada vez mais condicionada ao contexto móbil. Outrossim, esse panorama fora ilustrado pelo autor Carlos Drummond em seu poema ‘‘Cota Zero’’, no qual a personagem associa a paralisação de sua vida com a de um automóvel.

Logo, medidas amplas devem ser postas em prática para superar a presente crise. Para que isso aconteça, compete ao Governo Federal, por meio de parcerias com secretarias municipais de infraestrutura, a  elaboração de um projeto de alcance amplo e nacional que resulte em  massivos investimentos no setor de transportes com o objetivo de revitalizá-lo e reduzir o uso de automóveis.  Ainda, cabe ao Ministério do Trabalho,  em conjunto com empresas privadas, a  flexibilização das jornadas, com fito de diluir a concentração em horários variados. Dessa feita, a reverter o cenário caótico instaurado na ‘‘Revolução Industrial’’.