A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 06/06/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, o direito de ir e vir é uma das garantias fundamentais de todos os cidadãos. No entanto, esse direito não tem sido tão bem assegurado no Brasil, onde a crise na mobilidade urbana é crescente. Nessa perspectiva, não há dúvidas de que a péssima estruturação no trasporte público brasileiro e a imagem deturpada dos meios de transporte coletivo servem como impulsionadores da problemática.

Precipuamente, é importante destacar a má estruturação dos transportes públicos como um agravante na mobilidade urbana. Segundo dados de 2016 da FGV, a frota de automóveis no Brasil cresceu 400% nos últimos 10 anos. Tal dado corrobora a insatisfação populacional em relação à estrutura dos meio veiculares fornecidos pelo Estado, o que reflete na compra de carros próprios para maior conforto individual. Nesse sentido, urge para que sejam tomadas medidas de reversão a esse problema.

Outrossim, a imagem deturpada dos meios dos trasportes coletivo, por parte dos cidadãos, é um fator marcante no placar hodierno. Consoante o sociólogo francês Émile Durkheim, a natureza humana é construída pelo meio social que a rodeia. Dessa forma, os novos indivíduos da sociedade já têm um pensamento pré-configurado de possuir um veículo particular. Necessita-se então, de políticas para resolver esse empecilho.

Faz-se necessário, assim, que o Governo crie políticas para melhorar a estrutura dos meios de transporte público com equipamentos mais sofisticados, para que esse, por sua vez, tenha um conforto aceitável. Simultaneamente, é fulcral que haja o incentivo por meio do aumento de tarifas de estacionamento e diminuição do valor das passagens dos transportes públicos, desse modo, diminui-se a quantidade de transportes em fluxo simultâneo e facilita-se a mobilidade urbana. Com isso, chega-se mais próximo do que é garantido pela Constituição Federal.