A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 07/06/2020
A mobilidade urbana tem se tornado um dos grandes desafios enfrentados pelas metrópoles brasileiras. Em virtude da má qualidade do transporte público, a população optou por utilizar transportes individuais, dessa forma, o aumento de veículos transitando pelas vias urbanas, desencadeou congestionamentos e problemas de saúde.
Em razão do rápido crescimento populacional nos grandes centros, e a falta de organização e qualidade no sistema de transporte, o direito de locomoção das pessoas acabou sendo prejudicado. Á vista disso, os cidadãos sofrem com a falta de estrutura do transporte público, que não atendem suas necessidades de deslocamento e são pouco abrangentes, pois não englobam os locais de origem e destino das regiões metropolitanas onde vivem e trabalham, são superlotados e caros. Diante disso, o público brasileiro adotou o uso de transporte próprio, afim de obter mais agilidade e rapidez para se locomover nas ruas, entretanto, o grande número de automóveis e motocicletas, têm contribuído para engarrafamentos e lentidão no trânsito.
Além disso, outro problema enfrentado é a emissão de poluentes, que afeta cada vez mais a saúde dos brasileiros. De acordo com o professor Paulo Saldiva, da Faculdade de Medicina (FM) da USP, cerca de 5 mil pessoas morrem todo ano na cidade de São Paulo em decorrência da poluição; câncer de pulmão, pneumonia e infarto, são as principais doenças causadas pela queima de combustíveis fósseis.
Portanto, é necessário promover medidas que possam melhorar o deslocamento no trânsito. Os governantes devem aperfeiçoar o transporte público, desenvolvendo mais linhas de cobertura, reduzindo o preço das passagens, e oferecer mais segurança aos usuários, como ajustes nas poltronas e cintos de segurança. Ademas, devem investir em transportes alternativos, como o uso de bicicletas, e também ampliar as ciclovias, dessa forma, as pessoas estarão poluindo menos o ar e contribuindo para diminuir o excesso de carros nas ruas.