A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 03/06/2020

A Revolução Industria, marcada pela passagem da sociedade rural para a sociedade industrial, trouxe consigo o peso de êxodo rural e a formação das cidades industriais. Hodiernamente embora séculos tenham se passado o inchaço social, reflexo do crescimento desordenado das cidades e a negligência dos poderes Estatais constituem um cenário de caos urbano, corroborando com a crise da mobilidade urbana brasileira, trazendo a tona uma carnavalização de sentimentos aos envolvidos.

A priori, convém ressaltar  o quanto a busca por emprego nas grandes cidades contribui para a existência da questão. Desde o período da Baixa Idade Média, com o desenvolvimento dos burgos, houve um grande crescimento comercial e urbano,tornando-o referência no crescimento da qualidade de vida. Este fato é evidenciado em diversas regiões do País onde chefes de famílias saem de suas cidades para grandes metrópoles em busca de emprego, muitas vezes tornando-se morador fixo da região, contribuindo para a lotação de ônibus e trens por exemplo. É notável, assim que há entraves a serem resolvidos para minimizar esse revés.

De mesmo modo, destaca-se, o menoscabo do poder publico diante desta problemática que assola os brasileiros diariamente.O lema “Governar é abrir estradas” foi seguido durante o mandato do ex-presidente da republica Washington Luis, porém a locomobilidade urbana vai alem de abrir estradas.Visto que se faz necessário o aumento, a manutenção de meios já existentes como ciclovias, faixas preferencial para ônibus, e a oferta de transportes coletivos de qualidade desfazendo a ideia de sucateamento já enraizado, consequentemente a diminuição de carros particulares nas vias contribuindo com a redução de de congestionamentos,e a melhorando do transporte de cargas  uma vez que beneficia economicamente toda nação, abrindo caminhos para o todos.

Portanto ações são necessárias para amenizar a problemática. Logo, o Estado por meio de uma parceria púbico-privada, deve propor a criação de terminais de bicicletas e patinetes acessados por meio de um aplicativo para compartilhamento de transporte, sendo utilizado um cartão recarregável para desbloqueio dos cadeados das estações. Nesse sentido, o fito de tal ação é reduzir a superlotação dos transportes públicos, e reduzir o uso de carros individuais, melhorando o tráfego. Somente assim, essa problemática será gradativamente erradicada, pois conforme Gabriel O pensador,“Na mudança do presente a gente molda o futuro”.