A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 09/06/2020
Durante o governo de Juscelino Kubitschek, houve um incentivo à ampliação da malha rodoviária, com o intuito de atrair empresas internacionais do setor automobilístico. Diante disso, é possível afirmar que tais medidas trouxeram malefícios a rede urbana no Brasil, pois houve um aumento no fluxo de carros e, consequentemente, engarrafamentos nos grandes centros, seja porque houve um aumento na concessão de créditos de financiamento veicular, seja pela diminuição na qualidade dos transportes públicos.
Inicialmente, pode-se entender que o aumento de créditos para pessoas físicas é um dos principais motivadores para o crescente número de carros circulando. De acordo com o portal de notícias da UNINTER, em 2019 houve um aumento de 11% na concessão de créditos, isso revela um estímulo por parte do governo, a fim de aumentar o consumo e manter a economia aquecida, haja vista que, com tais liberações, a tendência da compra de mais de um carro por família é progressiva.
Além disso, a falta de investimentos nos transportes públicos leva à diminuição do uso, já que não atende as expectativas da população. Segundo a NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbano), apenas 0,01% do orçamento federal vai para o transporte coletivo. Diante de tais dados, é clara a falta de interesse na aplicação de verbas nesse setor, e como resultado, um decréscimo na utilização do transporte público, o que leva ao aproveitamento do transporte individuais.
Logo, se faz necessário uma mudança no cenário brasileiro, diante dos problemas de mobilidade urbana que vem crescendo. Portanto, o Ministério de Infraestrutura deve investir nos transportes coletivos, através de parcerias público-privada, como também diminuir os impostos para que seja ainda mais viável o uso de tais meios, a fim de aumentar a frota de ônibus e desenvolver corredores exclusivos, com o intuito de incentivar a população a dar preferência a novos meios de locomoção.