A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 12/06/2020
Durante o Governo do ex-presidente Jucelino Kubitschek, houve a priorização do investimento nos setores de transporte, com a criação de indústrias automobilísticas proporcionada pelo Plano de Metas do presidente, que tinha como objetivo desenvolver o Brasil 50 anos em 5. Entretanto, tal plano gerou graves problemas na atualidade, como a dificuldade de locomoção nas ruas com advento da globalização e da industrialização moderna. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência governamental e a alienação social colaboram para esse quadro.
Mormente, a inobservância do Governo é o principal fator responsável para a problemática. Tal fato ocorre porque não há, por parte dos governantes, a preocupação em investir na construção de ciclofaixas, ciclovias e calçadas para os pedestres, além da precária infraestrutura dos transportes públicos. Nesse viés, de acordo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘’ Modernidade Líquida’’, algumas instituições – dentre elas o Estado- perderam sua função social e configuram-se como ‘’Instituições Zumbis’’, ao manter apenas sua forma e encarregar a população a resolução de seus problemas. Logo, por consequência da falta de infraestrutura, muitos cidadãos sofrem com a presença do transito em sua rotina diária e com o crescente número de acidentes.
Outrossim, a alienação social é outro fator primordial para a temática. Essa situação se deve porque a sociedade decide se calar diante de um problema que afeta um determinado grupo. Assim, com a falta de conscientização, muitos brasileiros por não conhecerem os impactos, ambientais e sociais, proporcionados pela compra exacerbada de automóveis, continuam utilizando-os em larga escala. Segundo o cantor Jimi Hendrix, ‘’ Para mudar o mundo, antes você precisa mudar a sua cabeça’’. Nessa perspectiva, o comportamento consumista perpetua de geração após geração, pois não há a disseminação de conhecimentos acerca da problemática na sociedade.
Dessa maneira, medidas são necessárias para resolver o impasse. Portanto, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, em parceria com os Estados, deve, por meio da elaboração de um projeto social, construir ciclo-faixas e ciclos vias nas cidades mais movimentadas no Brasil e disponibilizar verbas para os municípios para a construção de calçadas, além de investir no melhoramento dos transportes públicos, a fim de reduzir com o problema de trânsitos e acidentes. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com a mídia, deve, por meio da divulgação de propagandas educacionais, informar a população sobre os impactos ambientais causados pela liberação de gases poluentes dos automóveis e os riscos para a saúde humana, com o viés de propagandear o conhecimento, diminuir o consumo e proporcionar alternativas sustentais.