A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 05/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à transporte e ao bem-estar social. Contudo uma crescente crise na mobilidade urbana brasileira impossibilita que todos os brasileiros desfrute desse direito mundial na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional pensar que o Brasil possui um sistema público de ensino sobre questões como a mobilidade, bem eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste claramente é refletido nessa crescente crise da mobilidade urbana. Segundo o site Correio, em 2015, após pesquisar, revelaram que se a cidade de Campinas não reduzisse seu tráfego de veículos, em oito anos os campinenses não iriam mais ser capazes de se locomover através de carros, motos ou até mesmo ônibus. Diante do exposto, consequências graves poderão derivar dessa crise, se não for dado a população uma orientação sobre tais problemas, podendo mudar o cotidiano para pior, de todos que vivem em áreas urbanas.
Faz-se mister, ainda, salientar, a falta de adeptos a meios que poderiam amenizar esse problema, como a bicicleta e o transporte público, impulsionando ainda mais o crescimento dessa crise. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto os que não são adeptos a meios de locomoção públicos, deixam explicito que não prezam pelo bem de todos, mas sim pelo seu egoísmo em não querer colabora para minimização da crise na mobilidade urbana.
infere-se, portanto, que ainda há impasses para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor para todos. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério das Mídias Sociais, criem propagandas que mostrem o real problema da mobilidade urbana hoje em dia, e de como ela poderá se tornar um empecilho no direito de ir e vir de todos, tais propagandas podem ser elaboradas com pessoas contanto seu cotidiano e como o tempo de locomoção pode atrapalhar seus compromissos, trazendo dano ao entrevistado, e poderiam divulgar tais entrevistas em horários nobres das principais redes de televisão, com o intuito de alcançar o máximo de pessoas. Dessa forma, o Brasil poderia superar a crescente crise na mobilidade urbana, já que as pessoas se tornariam mais conhecedoras e educadas a respeito. Minimizando tal impasse.