A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 06/06/2020
O período desenvolvimentista, durante o governo de Juscelino Kubitschek, teve grandes investimentos na indústria automobilística. No contexto atual, existe um carro no Brasil para cada quatro habitantes. Consequentemente, se faz uma crise crescente nas rodovias brasileiras pela má qualidade dos modais de transporte e por uma jornada de trabalho inflexível.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a falta de estrutura para transportes alternativos, sobretudo coletivos, intensifica o caos que ocorre na mobilidade urbana há anos. O filósofo político Thomas Hobbes tem como tese que “a intervenção estatal é necessária, como forma de proteger os cidadãos de maneira eficaz”. Assim, trabalhadores ao não encontrar opções eficazes de locomoção, que são de obrigação do governo, optam por utilizar carros, que reforçam os problemas não só de deslocamento, mas também ambientais e sociais, causando um perigo á comunidade por completo.
Ademais, a limitação e padronização da jornada contratual obrigam milhares de brasileiros a saírem de suas casas no mesmo horário, causando aglomerações em transportes públicos e congestionamentos em ruas e avenidas. De maneira análoga, no documentário de 2013, “Perrengue” de Murilo Azevedo, é retratado o horário de rush, em que trabalhadores e estudantes são submetidos a estresse e ansiedade, em virtude de não terem como possibilidade a jornada móvel, que resultaria na flexibilização de seus horários, certo controle nos problemas sociais causados e na crise de mobilidade urbana brasileira.
Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério do Desenvolvimento Regional em conjunto com os governos estaduais amplie a quantidade e melhore a qualidade de ciclovias, corredores exclusivos de ônibus, metrôs, melhore a condição e iluminação das ruas para pedestres com recursos estatais e incentivos privados, visando conter as adversidades no trânsito que aumentam a cada ano.