A crescente crise na mobilidade urbana brasileira
Enviada em 01/08/2020
Desde a terceira revolução industrial, é possível perceber um aumento na quantidade de carros nas metrópoles, pois de acordo com pesquisadores do Observatório de Metrópoles, afiliado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, a frota brasileira de carros aumentou 77% nos últimos dez anos. Porém, essa democratização dos veículos acarretou problemas para as cidades, influenciando no meio ambiente, e no fluxo de pessoas, tornando-o caótico.
Na visão do sociólogo francês Émile Durkheim, o Estado tem o dever de assegurar os direitos e o bem-estar dos indivíduos sob seu poder, logo, é de responsabilidade do governo otimizar o tráfego de carros, de modo que todos exerçam seu direito de ir e vir, com praticidade e igualdade. Porém, não é isso que ocorre, já que o Brasil perde, em média, mais de 267 bilhões de reais por ano por causa dos congestionamentos no caminho para o trabalho, o que representa quase 4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Outrossim, esse exagero no número de automóveis não só prejudica o fluxo, mas também o meio ambiente, visto que esses mesmos carros liberam gases, como o gás carbônico, que contribuem para o efeito estufa, além de aumentarem a temperatura média dos centros, por meios de ilhas de calor. Em um estudo feito pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, é apontada variações de até dez graus Celsius na capital do estado de São Paulo.
Com base nos dados expostos, uma das possíveis soluções para o problema apresentado seria o desenvolvimento e cumprimento de projetos como o BRT pelo Ministério da Infraestrutura, por meio de arrecadações de dinheiro público, para agilizar a movimentação de transporte público pelo país. Outra solução poderia ser o incentivo ao uso de transporte coletivo, por meio de palestras, que mostrem as vantagens, tanto individuais, quanto para a sociedade, de usar meios alternativos, como bicicleta, financiadas pelo governo.