A crescente crise na mobilidade urbana brasileira

Enviada em 16/06/2020

No limiar do século XIX, na cidade de Rio de Janeiro ocorreu a Revolta do Vintém, no qual cinco mil manifestantes se reuniram para exigir a diminuição da taxa de vinte réis (um vintém) cobrados sobre o transporte público feito pelos animais que serviam a população. Nesse sentido, no século XXI, no Brasil, à crise da mobilidade urbana está intrinsecamente ligada ao processo histórico que continua presente na sociedade acarretando, desse modo, o aumento da tarifa de transporte público que incentiva a cultura de valorização do carro.

Preliminarmente, infere-se que o aumento das taxas de locomotores públicos é o fomentado para ocorrência dessa problemática. Nessa perspectiva, conforme o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, o transporte é direito de todos e dever do Estado, entretanto, essa prerrogativa não é efetuada. Desta, segundo o portal de notícias G1, o aumento no preço do transporte público gera protestos entre trabalhadores no Distrito Federal. Portanto, nota-se que o acrescentamento na tarifa faz com que a sociedade busquem seus direitos, assim como aconteceu na Revolta do Vintém.

Outrossim, é inegável que o enaltecimento dos veículos é o impulsionador desse problema. Destarte, segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer, a Indústria Cultura possui padrões que se repetem com a intenção de formar uma estética ou percepção comum voltada ao consumismo. Dessa forma, consoante o jornal O Globo, com aumento da frota, país tem 1 automóvel para cada 4 habitantes. Logo, indubitavelmente, com o sucateamento e o aumento das tarifas dos transportes públicos o indivíduo tende a comprar carros particulares, devido aos padrões impostos.

Em vista dos fatos elencados, é necessário que haja a diminuição das taxas dos transportes públicos, assim como medidas de valorização aos locomotores comunitários. Dessarte, o Ministério da infraestrutura deve diminuir as tarifas cobradas nos transportes públicos, por meio de programas sociais e projetos, como investimentos em secretárias municipais e estaduais, com a finalidade de conceder aos cidadãos seus direitos previstos na Magna Carta. Ademais, cabe a Mídia criar propagandas que valorizem as linhas de ônibus e metrôs, por intermédio de eventos em redes de sociais, como parcerias de influências digitais, com o objetivo de melhorar a locomoção dos indivíduos nos transportes públicos.